Da Redação

A quantidade de resíduos enviada para lixões a céu aberto teve um aumento pelo segundo ano consecutivo. Segundo o levantamento divulgado na última sexta-feira (14) pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), em 2017 foram enviados para depósitos de lixo, sem nenhum preparo, 12,9 milhões de toneladas de resíduos urbanos, um aumento de 4,2%em relação ao volume verificado em 2016.

São milhares de lixões espalhados por pelo menos 1.610 municípios brasileiros. E o município de Rochedo, que deveria ser uma das estâncias turísticas mais badaladas do país, dá sua parcela de contribuição para piorar a situação depositando seu lixo doméstico em espaço a céu aberto, agredindo o meio ambiente e colocando em risco a saúde de sua gente, tudo debaixo dos olhos das autoridades do Executivo e vereadores da oposição que se mantêm impassíveis diante da situação cada vez mais caótica.

Para o presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, o fenômeno é preocupante. Ele lembrou que esse tipo de destinação do lixo é proibido desde 1981 e foi transformado em crime ambiental em 1998. “A pior forma de destinação ainda sobrevive e recebe mais lixo de um ano para outro”, alertou.

Na edição passada do jornal Impacto, a existência do lixão a céu aberto foi denunciada, porém um fenômeno inexplicável aconteceu no município: os exemplares do jornal desapareceram e a população ficou sem poder ler a denúncia do prefeito Juninho da que parece ter o apoio irrestrito da Câmara Municipal que não se manifesta sobre o assunto.

MATÉRIA DA SEMANA PASSADA

A população do municipio de Rochedo espera por ações da administração municipal após uma série de reclamações contra a existência de um lixão a céu aberto na região da Federação.

As pessoas reclamam sobre o descaso da atual administração que, por enquanto, não tomou nenhum posicionamento. As reclamações foram feitas na semana que se findou (semana retrasada) por moradores de Rochedo que estiveram em Campo Grande e aproveitaram para conhecer a redação do Impacto e o estúdio da Rádio Diamante FM, de onde é veiculado o programa “A Bronca do Eli”, com o radialista Eli Sousa.

Segundo a denúncia, os rochedenses estão convivendo com o lixo doméstico e um odor insuportável. “No local, além de lixo doméstico são encontrados vários descartes como restos de móveis inservíveis”, informam os denunciantes.

Segundo os rochedenses inconformados com o descaso da administração municipal, as famílias que trabalham com a reciclagem do lixo vivem em péssimas condições. Próximo ao local fica o Rio Aquidauana, um dos mais importantes afluentes da Bacia do Rio Paraguai que está sendo afetado com excesso de sujeira.

Na mesma região tem uma ponte destruída que impossibilita os moradores das imediações de utilizá-la para exercitar o direito de ir e vir. Devido esse problema, foi criado um caminho alternativo na lateral para que a população possa passar. A ponte ainda não teve nenhuma reforma e os carros são direcionados a outro caminho com risco de acidentes.

Ainda não foram apresentadas respostas ou planos para que as situações do lixo e da ponte sejam resolvidas. A população de Rochedo espera que os problemas sejam resolvidos em breve.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here