O atual governador e candidato à reeleição Reinaldo Azambuja (PSDB) defendeu a tese de que gestão de resultados é aquela que se faz com responsabilidade. A afirmação foi feita durante entrevista à Rádio Diamante FM, no programa “Bronca do Eli”, com o jornalista Eli Sousa, na manhã desta quarta-feira (19).

Entre os vários temas abordados durante a entrevista, o candidato Reinaldo Azambuja afirmou que durante seu governo precisou adotar medidas amargas para não deixar Mato Grosso do Sul literalmente quebrar no período mais grave da crise econômica pela qual o país passou. Ele ainda frisou que o programa “Caravana da Saúde”, idealizado já no primeiro ano de seu governo, veio para suprir a demanda reprimida de cirurgias eletivas e de alguns de exames de especialidades.

MOMENTO DE CRISE – “É bom contextualizar o momento que governamos o Mato Grosso do Sul. Tivemos, a partir de 2015, a maior crise da história desse país. E não foi uma crise só dos governos, foi uma crise da sociedade. Tivemos, por exemplo, a maior taxa de desemprego de todos os tempos. E, para enfrentar esse momento, tomamos atitudes duras, algumas amargas e até impopulares para não deixar Mato Grosso do Sul quebrar como aconteceu com a maioria dos estados brasileiros” disse o governador.

O candidato à reeleição lembrou que, na atualidade, há pelo menos 20 estados brasileiros que nem a folha de pagamento consegue saudar mais. “No Mato Grosso do Sul, nós temos a menor estrutura administrativa do país. Temos um governo que fez uma lei de teto de gastos, o que permite que o Governo de MS, hoje, esteja presente nos 79 municípios sul-mato-grossenses” afirma Azambuja.

CARAVANA DA SAÚDE – Justificando o porquê de sua candidatura á reeleição, Reinaldo diz quer dar continuidade ao trabalho realizado durante quatro anos. “O que me levou à candidatura pela reeleição foi querer dar continuidade no trabalho iniciado há quase quatro anos. Quero consolidar a regionalização da saúde que já é visível, continuar com o programa Caravana da Saúde que é extremamente importante”, explica.

O governador afirma que a população esperava meses em uma fila opor uma cirurgia, antes da Caravana da Saúde. “Estamos chegando perto de zerar a fila de cirurgias. Realizamos mais 66 mil cirurgias neste programa. A caravana continuará se eu for reeleito. Como governador, nós não sossegaremos enquanto houver uma pessoa aguardando na fila da saúde. Por isso, a regionalização da saúde vai continuar, porque ela nos dá oportunidade de avançar em políticas públicas”, comenta.

OBRAS PÚBLICAS – Apontando diversas obras em andamento, o candidato à reeleição explicou que várias rodovias estaduais foram reformadas e outras estão em andamento, como a que está sendo implantada para dar acesso a Corumbá. “Fizemos um governo que não olha partido, mas, sim, olha as pessoas. Estamos com obras que beiram quase R$ 500 milhões em Campo Grande, parceria da Prefeitura com o Governo do Estado. Agora eu estava ouvindo uma entrevista falando que vai abrir uma licitação para obras do Guanandizão que é um convênio para revitalizar aquela praça esportiva, abandonada muito tempo. Isso é um governo que teve capacidade de superar desafios”, afirma o governador.

SEGURANÇA – Ao abordar a questão da segurança, o governador aponta que Mato Grosso do Sul mudou comparado aos outros estados do Brasil. “Hoje não tem nenhum policial que não tenha condições de crescer, de ter a sonhada progressão funcional de carreira, porque nós zeramos as filas das promoções. Fizemos os cursos de formação de cabo, sargento e de oficiais. Esse é o trabalho que faz com que o Mato Grosso do Sul seja considerado o terceiro estado mais seguro do país e Campo Grande a segunda capital mais segura do Brasil” explica.

TURISMO – “Tive agenda de governo com a empresa aérea Azul, para mais voos regionais. Voos diários para Bonito, Ponta Porã. A Gol está assinando um acordo com Mato Grosso do Sul: estamos também diminuindo o ICMS do querosene de aviação para mais voos. Devemos ter quase 14 voos novos para destino turísticos de todas as regiões” comenta o candidato à reeleição ao falar sobre o fomento à indústria do turismo no Estado.

OPERAÇÃO VOSTOK – Ao ser questionado sobre a operação da Polícia Federal, Azambuja afirma que não tem o que temer. “Eu aprendi que ordem judicial você cumpri, você não discute. Agora, é estranho que, faltando 20 dias para a eleição, aconteça isso. Estou há mais de um ano querendo falar da JBS porque esse pessoal roubou o Brasil. Nunca teve pagamento de propina para ninguém, não existiu isso, o que houve no Mato Grosso do Sul é que nós enquadramos esse pessoal para pagar imposto. Eles eram mal acostumados a não pagar imposto, agora estão pagando para a população de Mato Grosso do Sul” comenta.

“Esta é uma investigação, mas, já tem gente condenando antes de dar direito de defesa. Respondi às perguntas que me foram formuladas e agora cabe entregar documentos para provar que são mentirosos. Eles não entregaram nenhum documento. Não cabe a mim discutir decisão judicial, a população já percebeu a politicagem. O eleitor vai saber discernir, porque nós nunca fugimos de prestar conta” finaliza o governador e candidato à reeleição.

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