“Estamos aqui para fazer a diferença”, diz idealizador de projeto que atende autistas

Idealizador do projeto social Flor de Cerejeira, que atende autistas incentivando a inclusão através da prática do judô, o professor Romeu Saravy Chita Júnior utilizou a Tribuna, na sessão desta quinta-feira (22), para falar sobre as dificuldades que os portadores de TEA (Transtorno do Espectro Autista) enfrentam e a importância do esporte na inclusão desses jovens.

Pai de um jovem portador do transtorno, ele conta como o judô o ajudou a ‘encontrar o caminho’. “Há 17 anos, recebi uma dádiva de Deus: veio ao mundo uma criança muito especial em minha vida. Naquele momento, me encontrava perdido. Ao meu lado, hoje está o maior tesouro que um pai pode ter. Ele tem Transtorno do Espectro Autista. Eu voltei para o judô para encontrar o caminho, a essência. No meio desse caminho, Deus me deu essa missão. Eu acredito que o trabalho feito com amor e carinho que fazemos dentro da associação transforma as crianças em cidadãos. Meu filho é a prova deste trabalho”, afirmou.

O projeto foi criado em 2015, após mobilização do professor e sua família, e não tem como foco a competição, mas a formação do cidadão e a inclusão social, com uma atuação sem fins lucrativos. Além disso, é condição para participar do projeto que a família colabore com as atividades.

“Nós estamos aqui para fazer a diferença e a inclusão social dessas crianças. A associação veio para somar junto com a Capital. Viemos aqui de braços abertos para acolher essas crianças e mostrar que existe trabalho sério com amor e carinho. É um trabalho que a Capital precisa. O Brasil, até 2020, terá 10 milhões de autistas. Muitas crianças autistas têm nascido e ninguém sabe como falar com elas. Através do judô, realizo esse trabalho para a Capital, sem fins lucrativos, para trazer respeito a essas crianças”, finalizou.

O Flor de Cerejeira fica na Rua dos Barbosas, 475, no Bairro Amambai.

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