Vereador propõe Audiência pública para debater terceirização dos cemitérios públicos

 

Após a polêmica da semana decorrente ao anuncio do prefeito Marquinhos Trad (PSD), sobre implementar taxas aos serviços funerários públicos o vereador Eduardo Romero pediu uma Audiência Pública para debater o tema.

Audiência pública será realizada na Câmara Municipal de Campo Grande para debater sobre planos da prefeitura para criação de um fundo municipal de serviços funerários no município e ainda a cobrança mensal ou semestral de concessionária de serviço pela manutenção destes espaços.

O projeto de autoria do executivo dispõe sobre alterações na Lei 3.909 de 30 de novembro de 2001, que dispõe sobre serviços funerários e de cemitérios públicos e particulares, no município de Campo Grande.

Uma das novidades é o artigo que coloca em xeque o direito de aforamento perpétuo, que é quando o sepultamento ocorre em jazigo de família ou em terreno adquirido por meio de pagamento de taxa à prefeitura. Pelo texto o titular de concessão perpétua fica obrigado ‘a manter obrigado a manter o jazigo, a sepultura ou a gaveta limpos e a realizar obras de conservação e reparação no que houver construído’. Mais adiante impõe que as obras ‘são aquelas que, a critério do poder público municipal, forem necessárias para estética, segurança, salubridade e higiene públicas.

O projeto ainda traz terceirização dos serviços, onde a concessionária fica autorizada a cobrar tarifa semestral ou mensal ou anual para manutenção destes espaços públicos. Além disso, o prazo de validade dos contratos de concessão pode ser de até 15 anos.

A Câmara entrou em recesso parlamentar e por conta disto no período não são realizadas sessões e audiências públicas. Os trabalhos retomam no dia 4 de fevereiro do ano que vem com a sessão inaugural do ano e a partir desta data o vereador Eduardo Romero (Rede) vai apresentar data para audiência pública na Casa de Leis. ‘Esse assunto é necessário ser discutido com a sociedade, pois afeta questões de meio ambiente, saúde, e afetos/sentimentos familiares. Não é apenas uma decisão de gestão.’

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