Atitudes de dirigentes das Moreninhas mostram porque futebol estadual está falido

Coronel da reserva da PM que dirigiu equipe vencedora do Campeonato Estadual Feminino classifica grupo dirigente do clube de “ bando de cafajestes”

Jorge Fernandes, a equipe das Moreninhas e o troféu de Campeão Estadual de Futebol Feminino – Arquivo

Jota Menon

“Vocês são cafajestes e montaram um bando aqui no clube das Moreninhas” afirmou o coronel RR da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Jorge Fernandes, num “tet-a-tet” com o tesoureiro do Moreninhas F. C., Mines Cezar Aguiar, logo depois de descobrir que havia sido demitido do cargo de diretor do Departamento de Futebol Feminino, sem que sequer fosse comunicado pelos dirigentes.

Ao chamá-los de bando de cafajestes, o oficial da PM teria sido alertado de que “estava sendo gravado” por várias câmeras instaladas nas dependências em que se encontrava reunido com dirigente do clube. E foi então que o coronel da reserva reiterou o que pensa sobre a atitude dos dirigentes das Moreninhas que mostram claramente porque o futebol de Mato Grosso do Sul está no péssimo nível em que se encontra. “Ah! Está gravando? Então vou falar olhando para as câmeras: vocês são cafajestes e montaram um bando de malandros aqui no clube das Moreninhas” repetiu o oficial.

A HISTÓRIA – Toda a história que culminou com o desabafo do coronel RR da PM começou em fevereiro do ano passado, quando o presidente do clube das Moreninhas, o senhor Mines, o tesoureiro, Aristides Cordeiro, o diretor de futebol masculino, Paulo Teles, o diretor social Getúlio e mais meia dúzia de outros dirigentes do clube estiveram na casa do coronel Jorge Fernandes solicitando-lhe que assumisse o cargo de diretor do Departamento de Futebol do clube.

O argumento dos diretores presentes na reunião era de que ele tinha uma boa experiência como dirigente que fora no Operário F. C. Fizeram uma ata e lhe nomearam para o cargo com a incumbência de levantar o seguimento do futebol feminino no clube.

Com a experiência que tinha, Fernandes se dirigiu à UCDB, onde se reuniu com o professor Nando e firmou um convênio com a universidade visando à disputa do Campeonato Estadual de Futebol Feminino.

Em seguida, foi à busca de patrocinadores, trazendo primeiro o apoio do Grupo Impacto de Comunicação, através do empresário Eli Sousa, depois a empresa Burguesinha; em seguida o Grupo Dakila Pesquisadas, através do empresário Urandir Fernandes, e, por fim, a Cooperativa Sicredi. “Todos esses patrocínios só se concretizaram em função da credibilidade de que dispomos juntos aos diretores destas empresas” relata Jorge Fernandes.

Veio o Campeonato Estadual e o time das Moreninhas se sagrou campeão sul-mato-grossense se habilitando a representar o Mato Grosso do Sul na Copa do Brasil da modalidade e nas disputas da Série B do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino.

A conquista do título aconteceu na cidade de Três Lagoas, onde as Moreninhas venceram a equipe local pelo placar de 5 a 0, sem que, contudo, nenhum dos diretores do clube acompanhasse a delegação até a cidade localizada na região da Costa Leste do Estado. Um fato que por si só já começou a causar estranheza.

E a suspeita se confirmou: uma semana depois de levar o time das Moreninhas ao ápice do futebol feminino estadual, os dirigentes do clube fizeram uma reunião, na surdina, e demitiram o diretor do Departamento de Futebol Feminino, sem que, contudo, fizessem um comunicado a ele.

Até hoje, os dirigentes das Moreninhas não comunicaram oficialmente Jorge Fernandes de sua demissão e sequer foram buscar o troféu de Campeão Estadual que ele recebeu em nome da equipe no dia que venceu o certame em Três Lagoas sem que nenhum dirigente fosse prestigiar a grande final.

Nos bastidores do futebol estadual as informações que se têm são de que, como havia vencido o campeonato estadual e se habilitado a disputar a Copa do Brasil, o time das Moreninhas faria jus ao recebimento de uma “ajuda” por parte da CBF e os dirigentes, chamados de “bando de cafajestes” por Jorge Fernandes, “cresceram os olhos” e resolveram eles mesmos “administrarem” os recursos alegando que iam assumir o futebol feminino…

… Voltaremos ao assunto!

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