Manifestantes fazem carreata em comemoração a condenação de Lula

Representantes de movimentos populares de Campo Grande promoveram carreata na avenida Afonso Pena, nesta tarde em comemoração a manutenção da condenação do ex-presidente Lula no caso do triplex no Guarujá. Julgamento foi realizado pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região em Porto Alegre.

Dezenas de pessoas se concentraram em frente a um posto de combustíveis, onde fizeram bandeirada. Um dos participantes estava caracterizado como presidiário, representando o ex-presidente.

Por volta das 17h, grupo saiu em carreata pela avenida Afonso Pena, até o Parque dos Poderes, de onde retornaram sentido Centro.

Cerca de 30 veículos iniciaram a carreata, porém, mais motoristas aderiram ao movimento no percurso, além de outros que demonstraram apoio com buzinas. Com bandeiras e fogos, representantes dos movimentos seguiram a frente, em um trio elétrco, gritando palavras de ordem e frases como “Lula na cadeia” e “Não temos políticos de estimação”.

A orientadora pedagógica Neuza Fernandes participou do ato e disse que estava torcendo para que o ex-presidente perdesse o recurso. “Vai ser melhor para o Brasil. A Justiça tem que ser feita”, disse.

Mesmo pensamento tem a produtora rural Maria Tereza, que afirmou acreditar na Justiça mesmo se Lula entrar com recurso da decisão.

Manifestação foi pacífica e, até o momento, não houve apoio de agentes de trânsito ou Batalhão de Trânsito da Polícia Militar para controlar o tráfego.

Julgamento – Por unanimidade, os três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, negaram recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra sentença aplicada pelo juiz Sérgio Moro, em primeira instância, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Os desembargadores entenderam que a sentença de Moro é válida e também aumentaram a pena do ex-presidente de 9 anos e meio de prisão para 12 anos e 1 mês de prisão em regime fechado, acolhendo pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Para o juiz federal Sérgio Moro, ficou provado nos autos que o ex-presidente e a ex-primeira-dama Marisa Letícia eram de fato os proprietários do imóvel e que as reformas executadas no triplex pela empresa OAS provam que o apartamento era destinado a Lula e faziam parte do pagamento de propina ao ex-presidente por ter beneficiado a empreiteira em contratos com a Petrobras.

Lula não será preso de imediato. Antes mesmo do julgamento, o TRF-4 já havia anunciado que só haverá prisão depois de se esgotarem todas as possibilidades de recurso no tribunal.

A defesa de Lula pode recorrer e apresentar embargos de declaração, um recurso onde a defesa pede esclarecimentos sobre algum ponto da decisão. Esses embargos são apresentados ao relator do caso, João Pedro Gebran Neto, e julgados pelos três integrantes da 8ª Turma.

A decisão dificulta, mas não impede, a candidatura de Lula à Presidência na eleição deste ano. Mas o registro da candidatura dependerá de uma manifestação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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