Último caso de febre amarela urbana no Estado foi em 1942

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Rede pública de saúde oferece vacinação contra a febre amarela
Centro de Saúde de Brasília nº 8, 514 Sul, Plano Piloto, Brasília, DF, Brasil 17/1/2017 Foto: Andre Borges/Agência Brasília.
A Secretaria de Saúde recebeu nesta semana do governo federal 25 mil doses da vacina contra a febre amarela. O quantitativo faz parte da remessa mensal e é distribuído de acordo com a demanda de cada região administrativa. Segundo a pasta, lotes extras estão sendo enviados pelo Ministério da Saúde prioritariamente aos locais com maior incidência de casos, como Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo

Apesar dos casos de febre amarela na região Sudeste do País, não há motivo para a população de Mato Grosso do Sul ficar apavorada com relação a Febre Amarela. O último caso urbano da doença em Mato Grosso do Sul foi registrado em 1942. Já o último caso silvestre data de 2015.

“Não há motivo para pânico. Teve aumento da doença na região Sudeste do Brasil, mas não é surto. Precisamos tranquilizar a população. Aqui não temos nenhum registro positivo da doença”, afirmou a superintendente estadual de Vigilância em Saúde, Angela da Cunha Castro Lopes.

A vacinação é recomendada para quem nunca foi imunizado e for viajar para locais com circulação do vírus ou para outros países. Ela explicou que mesmo para quem tomou a vacina há muito tempo, não existe necessidade de reforço, segundo o Ministério da Saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, desde 2014, apenas uma dose da vacina.

A frequência da vacinação ainda causa confusão porque somente em abril de 2017 o governo brasileiro decidiu adotar a norma da vacinação única. Antes, a população tomava a vacina a cada dez anos. A imunização é recomendada para maiores de 9 meses e menores de 60 anos.

Doses disponíveis

Todos os municípios de Mato Grosso do Sul estão abastecidos com a vacina contra a febre amarela. Além das vacinas distribuídas, a Secretaria de Estado de Saúde possui 80 mil doses em estoque. Angela acredita que a quantidade é suficiente porque grande parte da população já é imunizada.

Por conta desse estoque, Mato Grosso do Sul não precisa implantar a vacina fracionada, ao contrário do que acontece na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.

A doença é transmitida por um mosquito, que pica pessoas e macacos. Os sintomas da doença são febre, dor de cabeça, náusea, icterícia (amarelamento da pele), dores no corpo, calafrio, perda de apetite, olhos amarelados e sangramento.

Em 2017, seis macacos foram encontrados mortos em Mato Grosso do Sul, mas os resultados foram negativos para a doença. Os primatas foram encontrados em Corumbá (2), Dourados (1), Ladário (1) e Campo Grande (2).

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