Celulose lidera exportações e MS tem superávit acumulado de US$ 1,226 bi em maio

A balança comercial de Mato Grosso do Sul acumula um superávit de US$ 1,226 bilhão, de janeiro a maio de 2019, puxada em grande parte pelo crescimento das operações de exportação de celulose realizadas pelas indústrias do setor, em Três Lagoas. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (7), pelo Ministério da Economia e publicados na Carta de Conjuntura do Setor Externo, publicada pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

A celulose, que de janeiro a maio do ano passado era o segundo principal produto exportado por Mato Grosso do Sul, já aparece como primeiro produto na pauta de exportações de janeiro a maio de 2019, representando 40,38% do total das vendas para o exterior em termos do valor, e com aumento de 20,95% em relação ao mesmo período no ano passado. Em relação ao volume, houve aumento de 13,15%. A soja ficou em segundo lugar, contribuindo com 28,19% da pauta. Já a carne de bovinos cresce, chegando a 13,58% de participação na pauta com crescimento de 21,81% em relação a 2018.

“Há uma sazonalidade na questão da soja, devido aos períodos de safra e oscilações do câmbio, mas o desempenho crescente da celulose demonstra a consolidação desse setor no Estado. Além disso, tivemos um crescimento de 50,9% nas exportações do milho em grão. Esse é um item da pauta que iremos observar com atenção”, comentou o secretário Jaime Verruck, da Semagro.

Nesta semana foi feito o anúncio de safra recorde do milho em Mato Grosso do Sul, com estimativa de colheita de 9,5 milhões de toneladas. “Esse desempenho é um sinalizador de que vamos precisar exportar. Hoje, 67% da nossa produção é absorvida pelo mercado interno, basicamente na nossa indústria de proteína animal, seja de suínos e aves. O acompanhamento dessa safra já sinaliza que haverá necessidade de exportação. O preço médio no mercado internacional anima os produtores, tanto que o governador Reinaldo Azambuja já recebeu o setor e estuda a possibilidade de o governo flexibilizar a paridade da exportação de milho, devido às condições favoráveis no mercado externo”, acrescenta Jaime Verruck.

Em termos de destinos, a China segue como o principal parceiro no mercado internacional com 45,45% seguido da Argentina com 6,11%, embora o destaque seja o crescimento do terceiro destino Estados Unidos com crescimento de 160,59% em relação a 2018. Dentre os municípios o destaque permanece para Três Lagoas com 52,73% impulsionada pela alta na exportação de celulose.

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