Da música às artes plásticas, Paulo Prado aborda como os dois universos deságuam em sua carreira

O cantor sul-mato-grossense, Paulo Prado, esteve na quarta-feira (14 de agosto), no estúdio do programa “Bronca do Eli” para falar um pouco sobre o seu trabalho na área musica e nas artes plásticas e o seu ponto de vista do cenário artístico de Mato Grosso do Sul.

Natural do município de Cassilândia, Paulo Prado vive em Campo Grande há 15 anos. “Eu vivo da música e sou músico sul-mato-grossense há 35 anos. Vim pra cá [Capital] com o, então, deputado Luizinho a convite. Comecei a me envolver com a arte desde a infância, no desenho, pintura. Depois veio a charge para jornal, em Cassilândia, quando trabalhei muito tempo em na área política e de publicitária. Trabalhei dez anos na parte de marketing na Ambev. Foi quando eu vim para Campo Grande para desenvolver a parte de imprensa, marketing, com o deputado Luizinho”, recordou.

De lá para cá, Paulo foi ganhando cada vez mais bagagem artística e passou a atuar no eixo musical e com esculturas. Atualmente, Prado tem obras em diversos municípios do território sul-mato-grossense, além de cantar em um dos principais pontos turísticos de Campo Grande e, porque não dizer, do Estado que é o Mercadão Municipal.

Quem quiser vê-lo tocar e cantar pode ir ao Mercadão em qualquer sábado. Nesse local, ele toca sempre a partir das 9h. “Canto há 11 anos lá. Ali concentra a cultura de nosso Estado. Temos uma visitação intensa não só de pessoas de outros estados brasileiros como de estrangeiros. Um verdadeiro ponto de encontro de Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Nas esculturas, Prado coleciona no currículo inúmeras obras que se encontram nos ambientes públicos de cidades como Camapuã, São Gabriel do Oeste e na própria cidade natal dele. “Foi solicitado um trabalho em Cassilândia que é um peão de rodeio, na entrada da cidade. ao peão Cássio Ferreira, campeão de Barretos por três vezes. Esse trabalho tem 4 metros de altura. Experiência em escultura que aprimorei com o senhor Anor Mendes [escultor famoso no Estado]. Ele que é autor de estátuas emblemáticas como o índio, ‘Cavaleiro Guaicuru’, no Parque das Nações Indígenas,  e a estátua Maçônica, ali na Avenida Guaicuru”, destacou.

Já em Camapuã, cidade conhecida nacionalmente no eixo da pecuária pelo bezerro de qualidade, Paulo Prado tem a escultura do boi. “É um trabalho meu em Camapuã, que foi feito a convite. Aquele Anjo [estátua], na cidade de São Gabriel do Oeste, é um trabalho, também, em que tive participação que é de autoria do Anor Mendes”, lembra Paulo que se recorda com carinho do amigo e parceiro em artes plásticas, “ Tive um grande parceiro que é o senhor Anor Mendes, a estátua do João Paulo II também é de assinatura dele, na Praça do Papa, e tive a honra de colaborar com a fisionomia do Papa, um trabalho nosso”.

Prado traz o artista Anor como um amigo e até mesmo um de seus mentores, no que diz respeito a experiência que adquiriu nas artes plásticas, dentro e fora de Campo Grande. Uma parceria bem generosa ao contrário de outras experiências, percalços que ele e teve no âmbito das Artes Visuais.

“A arte ela, infelizmente, não tem valor. É um produto que não visto como de primeira necessidade.     Para muitos é produto de consumo de terceira, segunda necessidade. As pessoas não tem noção do valor da arte”, avaliou o artista que, também, enfatizou os problemas enfrentados no que tange a falta de profissionalismo por terceiros quando o assunto é divulgação, “Temos muitos atravessadores que querem apenas sugar a gente [artista]. Claro que há bons profissionais, mas já estive a infelicidade de topar com alguns atravessadores desse tipo. Em contraponto, tive a grata sorte de fazer parceria com o Anor Mendes”.

A vivência artística que é a soma dos desafios, parcerias e, também, dos problemas ao longo da carreira deram a ele uma ótima visão e uma carreira sólida no Estado. “Minha base financeira é a música. É um trabalho de atendimentos particulares, eventos corporativos, voz e violão ao estilo acústico. Se precisar de uma banda, tenho parceiros que chamo. Mas, a base do trabalho é som acústico”.

Com repertório variado, a satisfação do público é sempre garantida. “Canto o que as pessoas pedem, um repertorio vasto, atender a necessidade do momento. Não tenho disco gravado, não tenho intenção. Meu trabalho é voltado para atender a expectativa de cada ambiente. Tenho repertório para sertanejo, POP, MPB, som ambiente, bolero”.

As pessoas interessadas em contactar  o artista pode ligar no telefone (67) 9 8406-6214.

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