Desesperados, manifestantes que bloqueiam rio Paraguai pedem apoio popular contra ações autoritárias, em Porto Murtinho

Policiais cumprem mandado de desbloqueio do rio Paraguai, em Murtinho _ Grupo de Internet

Jota Menon

Empresários do ramo do turismo, pescadores e indígenas brasileiros e paraguaios que fazem um bloqueio no Rio Paraguai contra a possibilidade de o Governo do Estado estabelecer, por decreto, cota zero de pescados em rios de Mato Grosso do Sul denunciaram no começo da tarde deste domingo ação violenta das autoridades para desbloquear o rio.

Por meio de um grupo de WhatsApp criado pela rádio FM Alto Paraguay os manifestantes estão pedindo socorro diante da forma com que estão sendo tratados pelas autoridades que, atendendo determinação da Justiça Federal, se deslocaram às centenas à cidade fronteiriça com forte armamento “como se estivessem lidando com bandidos da pior espécie”.

“Estamos sendo acuados coo pessoal do Exército fortemente armado, com FAL, metralhadoras. Está aqui a Aeronáutica, Polícia Federal, a Marinha, Polícia Militar. Nós estamos querendo a ajuda de vocês, a população para vir aqui na beira do rio para as autoridades virem que a população está com a gente. Nós estamos acuados. Aqui não tem bandido. Estamos lutando por uma causa da gente. Pela melhora da nossa cidade” disse um manifestante por meio do canal de WhatsApp.

As autoridades federais, como numa operação de guerra contra empresários, pescadores e indígenas, além de moradores de Porto Murtinho e de Carmelo Peralta, estão cumprindo a ordem de desbloqueio do rio determinada pela juíza da 2ª Vara Federal de Campo Grande, Janete Lima Miguel. A ação judicial é movida pela empresa boliviana Girocantex Sociedad Anonima, que possui em embarcações que não conseguiam seguir viagem.

No pedido, a empresa afirma que pelo menos uma das embarcações estava parada há dois dias no rio. “O que atrasou seu cronograma de transporte e fez que ela incorresse em sanções contratuais decorrentes do descumprimento das obrigações assumidas”.

Ao determinar a liberação do rio, a juíza afirma, ainda, que força policial está autorizada a atuar na situação, caso haja resistência dos manifestantes. Ofício foi encaminhado à Marinha de Porto Murtinho, à Polícia Militar Ambiental e também à superintendência da Polícia Federal.

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