Aécio Neves deve renunciar para escapar de julgamento no Supremo

Advogados do senador Aécio Neves o aconselharam a renunciar o quanto antes ao mandato. Caso aceite a sugestão, o tucano, alvo de nove processos, repetirá a trajetória judicial de seu colega no PSDB Eduardo Azeredo, processado pela criação do mensalão quando governou Minas. Ele foi denunciado em 2005.

Em 2014, às vésperas do julgamento no STF, renunciou ao mandato de deputado federal e perdeu o foro privilegiado. O processo retornou à primeira instância judicial, e a sentença só saiu quatro anos depois. Assim, Azeredo conseguiu atrasar o desfecho processual durante 11 anos.

Os crimes de peculato e lavagem de dinheiro de que foi acusado por pouco não prescreveram. Ontem, alguns parlamentares se mostravam preocupados com a forma como Supremo extinguiria o foro privilegiado.

Um deles, o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), chamou atenção para a necessidade de o tribunal produzir um acórdão explícito sobre os efeitos dessa decisão, especialmente em relação à prescrição de crimes: “O Supremo precisa evitar que, passando para o crivo dos juízes de varas criminais, o corrupto não acabe recebendo o prêmio de uma anistia por decurso de prazo.”

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