Murilo Zauith afirma que DEM se prepara para disputar o governo

Pelo menos por enquanto o DEM não pretende anunciar apoio a nenhum outro projeto no MS

O ex-vice-governador de Mato Grosso do Sul e ex-prefeito de Dourados Murilo Zauith, disse na manhã de quinta-feira (12) que o DEM está pronto e é capaz de disputar qualquer cargo nas eleições de outubro em Mato Grosso do Sul. Em entrevista à Rádio CBN de Campo Grande, o empresário que é o presidente regional do DEM no MS afirmou que o partido está unido e pacificado.

Lançado como pré-candidato a governador pelos dirigentes da sigla, o nome de Murilo Zauith vem sendo apontado pelas lideranças políticas como uma espécie de contraponto às três demais candidaturas já postas, todas com origens político-eleitorais na Capital do Estado.

O nome de Murilo, como candidato a governador, ganha densidade eleitoral a partir do momento em que os eleitores da Grande Dourados e da região do Cone-Sul começam a desconfiar que sempre foram usados pelos políticos da Capital.

Embora juntas as duas regiões somem mais votos do que a região de Campo Grande, a única vez que tiveram um candidato majoritário com chances de vencer a eleição foi em 1982 com a candidatura de José Elias Moreira.

A partir de então, Dourados e Cone-Sul foram sempre vistos como regiões propícias ao lançamento de candidatos a vice-governador. Foi assim com George Takimoto, eleito vice-governador de Marcelo Miranda, em 1986; depois com Braz Mello, vice-governador de Wilson Martins, em 1994; Egon Krakhecke, em 2002, vice-governador de Zeca do PT, e, por fim, com o próprio Murilo Zauith, em 2006, vice-governador de André Puccinelli. Nas eleições de 1982, 1990, 1998 e 2010 os vices vieram, respectivamente, das cidades Três Lagoas (Ramez Tebet, vice de Wilson Martins); Maracaju (Ary Rigo, vice de Pedrossian); Coxim (Moacir Kohl, vice de Zeca do PT) e de Três Lagoas (Simone Tebet, vice de André Puccinelli).

Confirmado o nome de Murilo Zauith como candidato a governador, o grande desafio da alta cúpula do DEM será mostrá-lo ao eleitor como uma proposta de renovação em relação a André Puccinelli (que já foi governador por dois mandatos) e a Reinaldo Azambuja (que está no poder e sofre os desgastes naturais do cargo que exerce). Com relação a Odilon Oliveira, o processo se inverte e a tática será mostrar que Murilo tem experiência administrativa e suporte político.

PARTIDO PREPARADO – “Hoje o Democratas está preparado para assumir qualquer cargo nesse Estado. Nós assumimos e pacificamos o partido. Os quatro parlamentares estão unidos num intuito só: o de fazer um grande debate pela frente”, relatou na entrevista à Rádio CBN.

Os deputados citados pelo atual presidente da sigla em MS são os estaduais Zé Teixeira e José Carlos Barbosa, o Barbosinha – esse último estava com o ex-prefeito no PSB – e os federais Tereza Cristina [também ex-PSB] e Luís Henrique Mandeta.

Apesar de pelo menos quatro pré-candidatos já se posicionarem na disputa pelo governo do Estado, Zauith acredita que ainda é cedo para um posicionamento final sobre a ‘briga pelos votos’ por aqui.
Na opinião dele, o alinhamento acontecerá após as siglas se posicionarem nacionalmente.

Hoje, o DEM tem como pré-candidato à presidência da República Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara dos Deputados e que esteve em Campo Grande no sábado passado para participar do ato de filiação dos novos membros da sigla no Estado.
“Quem é hoje o candidato a presidência da República que congrega a maioria dos brasileiros? Não há isso por enquanto.

Toda candidatura presidencial influencia muito nos Estados”, contou. E completa, “quando você vê as pesquisas [em MS], é de quem escolheu o candidato e não do eleitorado”. Ele afirma acreditar que aproximadamente 60% das pessoas ainda escolheram em quem votar em outubro vindouro.

 

Murilo Zauith confirmou, por fim, que o DEM vai realizar pelo menos quatro encontros regionais pelo Mato Grosso do Sul para ouvir a população e levar as propostas do partido antes da definição e posicionamento para as eleições.

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