Entidades da UFMS organizam paralisação e reitor não conversa com participantes

Diversas atividades marcaram os dois dias de paralisação em defesa da universidade pública e contra o Future-se, organizadas conjuntamente pela ADUFMS Seção Sindical, Sista UFMS, Diretório Central dos Estudantes (DCE) e o Comitê em Defesa da UFMS.

No primeiro dia de atividade, em frente ao Complexo Multiúso I e II, aconteceu o júri simulado que julgou o Future-se presidido pela estudante Agnes Viana, do Centro Acadêmico de Pedagogia Fabiany Silva – UFMS .  Os professores Rogério Maya, do curso de Direito, fez a Defesa do Future-se e  a professora Mariúza Guimarães, cumpriu o papel de acusação.  Depois das exposições, houve a participação popular com todas as manifestações contrárias a proposta esboçada pelo governo.  O júri simulado proferiu sentença final condenando o programa por seis votos a um.

No mesmo dia, mais duas atividades aconteceram no período vespertino. Às 14h, na Escola de Administração e Economia (Esam) houve a  primeira roda de conversa: Future-se com a participação da professora Mariúza Guimarães. A segunda roda de conversa; Future-se aconteceu às 15h30, na Concha Acústica, com a participação da prof. Maria Dilnéia.

No segundo dia de atividade,  a comunidade universitária se concentrou em frente a Biblioteca da UFMS. Dirigentes da ADUFMS Seção Sindical, doSISTA , Comitê em Defesa da UFMS e do DCE se pronunciaram contra o corte de verbas nas universidades que atingiu diretamente os programas de pesquisas, iniciação científica e a bolsa permanência.  Mariuza Guimarães criticou a atitude desrespeitosa do ministro da Eduçação, Abraham Weintraub, que chamou os docentes das universidades de “Zebra Gorda” e que deveriam ser atacados pelos “altos salários”. Denunciou que a intenção do Governo Bolsonaro é de desmontar a universidade pública para depois entregar a iniciativa privada.

A coordenadora do Sista MS, Cleo Gomes, fez duras críticas à gestão das Organizações Sociais (OS). Destacou como exemplo a Empresa Brasileira de Gestão Hospital (EBSERH) que se transformou num cabide emprego, com altos salários, perda da função de ensino e pesquisa e de falta de transparência orçamentária.

Em seguida, estudantes, docentes e técnicos fizeram arrastão nos corredores da UFMS, passando pelos blocos do Instituto de Química  (Inqui) e ESAM e seguiram para o Hospital Veterinário (HV). No local o reitor, Marcelo Turine, fazia palestra em defesa do Future-se. Ao sair se deparou com a passeata no portão do HV,  arrancou com o veículo e não quis dialogar com os representantes das entidades. Em seguida houve um almoço na sede da ADUFMS para os alunos do CPAQ e de Nova Andradina.

Passeata reuniu mais de 300 estudantes que reafirmaram inconformismo contra o Future-se que vieram fortalecer a mobilização em Campo Grande. O período vespertino, às 14h, no Multiúso I, aconteceu a Aula pública: a que interessa o desmonte da educação pública?, com a participação da professora Maria Lima.

As atividades de greve organizadas pela ADUFMS Seção Sindical também aconteceram no interior. Em Aquidauana ocorreu debate preparatório sobre o Future-se. Em Três Lagoas, estudantes e docentes se concentram em frente ao Campus II onde houve pintura de faixas e cartazes e pronunciamentos contra o Future-se e cortes de verbas nas universidades. Em Corumbá palestra sobre  Future-se e ato conjunto com Sindicato dos Professores de Corumbá. Em Naviraí e Coxim também foram feitos debates sobre o Programa.

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