Fundador do grupo “Energia Cara, Não” Venício Leite cria abaixo-assinado contra os abusos da Energisa

Venício Leite concede entrevista a Eli Sousa nas rádios Diamante e Segredo FM _ Chico Santana

As reclamações dos amigos, familiares sobre os valores constantes nas últimas contas de energia elétrica levaram o campo-grandense Venício Leite a criar um movimento contra os preços abusivos cobrados pela Energisa nas contas de energia elétrica dos consumidores campo-grandenses.

Em entrevista às rádios Diamante FM e Segredo FM, no programa “Bronca do Eli”, Venício contou que um estudo rápido sobre a evolução dos valores das tarifas cobradas pela Energia mostrou que o quilowatt/hora começou o ano de 2018 custando R$ 0,49 e terminou o exercício de 2018 sendo comercializado a R$ 0,73 pela Energisa. “Houve um aumento de praticamente 50% ao longo de 12 meses” relatou.

Ele afirmou que há informações de que a Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica -teria autorizado um aumento de apenas 9,87%. “Tem alguma coisa mal explicada nessa história. Ora, se a Aneel autorizou aumento de menos de 10% como a Energisa conseguiu aumentar 49% no valor do quilowatt/hora?” questiona.

Venício relatou na entrevista veiculada na manhã da terça-feira, 29, que iniciou o movimento há cerca de 15 dias e não esperava o alto índice de adesão que vem registrando. “Iniciei um movimento muito íntimo, num círculo muito restrito de pessoas. Criei o grupo ‘Energia Cara Não!’ e em duas horas nós tínhamos mais de 250 pessoas. Montamos outro grupo e rapidamente estava lotada e a coisa começou a se multiplicar atingindo Coxim, Ponta Porã e se espalhou para praticamente todo o Estado”.

Sobre o acordo proposto pelo Procon/MS para o parcelamento das contas de energia que o consumidor considerar cara, o fundador do movimento contra a roubalheira instituída pela Energisa afirma que a tática do parcelamento é o mesmo que “tentar curar uma cirurgia grave com Band-aid. Não vai estancar a hemorragia”.

Em outras palavras ele quer dizer que a proposta avalizada pela Superintendência do Procon/MS não vai funcionar, porque, segundo ele, no mês seguinte se terá outro parcelamento e assim sucessivamente.

Para Venício a solução seria a Energisa admitir as falhas na leitura dos medidores de consumo e que praticou aumento do preço da tarifa fora dos padrões autorizados pela Aneel. “O problema é que a Energisa não reconhece nem um e nem outro erro de sua parte” denuncia o criador do movimento.

Diante do endurecimento por parte da empresa multinacional que explora os serviços de comercialização de energia elétrica no Estado, o movimento Energia Cara Não!’ lançou um abaixo assinado físico e on-line para angariar o maior número de assinaturas possível a ser encaminhado à Aneel cobrando um posicionamento do governo federal contra os abusos praticados pela concessionária.

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