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“Acordo com a Bolívia é mais um passo no combate ao crime organizado na fronteira”, diz Reinaldo Azambuja

Termo de cooperação policial entre Brasil e Bolívia foi assinado nesta terça-feira (5.12) para reforçar o combate à criminalidade nas fronteiras brasileiras. “Esse acordo com a Bolívia é mais um passo no combate ao crime organizado na região de fronteira em Mato Grosso do Sul”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja, que participou da solenidade de assinatura no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

Conforme o documento assinado pelos presidentes Michel Temer e Evo Morales, haverá cooperação policial entre o Ministério da Justiça do Brasil e o Ministério de Governo da Bolívia. Com isso, será reforçado o combate ao crime organizado transnacional e outros recorrentes na fronteira, como roubo de veículos, lavagem de dinheiro e delitos relacionados ao tráfico de drogas.

Para o governador Reinaldo Azambuja, o combate à criminalidade brasileira começa justamente com as fronteiras, que não podem ser responsabilidade somente dos governos estaduais. Na avaliação do governador, o suporte da União para blindar as fronteiras é uma das formas mais eficientes de vencer a guerra contra o tráfico, que assola grandes centros como o Rio de Janeiro.

“Em quase três anos, investimos mais que os outros governos em segurança pública, reaparelhando e modernizando nossas polícias e colocando mais policiais nas ruas. Contudo, sem a União assumindo seu papel constitucional na fronteira e uma integração com os estados e municípios, será difícil bloquear a entrada de ilícitos no Rio de Janeiro e outros grandes centros”, disse o governador. “Precisamos trabalhar integrados e com inteligência”, completou ele, que saiu otimista da solenidade de assinatura do termo de cooperação entre os dois países.

O apoio federal na fronteira vem sendo defendido por Reinaldo Azambuja como forma de combater os índices de criminalidade por todo o País. Por sua localização, MS precisa de reforço ainda maior. São 1.517 quilômetros de limites internacionais com a Bolívia e o Paraguai, dos quais 549 km são de fronteira seca. Além disso, cerca de 40% da população carcerária de MS é formada por 7.246 sentenciados por crimes federais, como contrabando e tráfico de drogas, e deveriam ser custeados pelo sistema penal federal.