Em entrevista ao Bom dia MS, da TV Morena, na quinta-feira (2), o governador Reinaldo Azambuja falou sobre as reformas que deve efetivar no seu Governo para garantir o equilíbrio financeiro do Estado. Entre as pautas estão o enxugamento da máquina, teto de gastos dos Poderes e reforma previdenciária,  entre outros.

Reinaldo destacou que já diminuiu o tamanho do Estado no início de sua gestão, passando de 17 secretarias para 13 e cortando 20% dos cargos comissionados, além da redução de contratos com fornecedores.

Segundo ele, para garantir que Mato Grosso do Sul mantenha a saúde financeira, precisará da participação dos Poderes na missão de enxugar a máquina, mas garantiu que não haverá aumento de tributos para a sociedade sul-mato-grossense.

O governador também falou dos investimentos nas áreas da Saúde, Habitação e Segurança Pública, como também os projetos de infraestrutura para 2017.

“Não estamos trabalhando para um Governo, estamos trabalhando para estabelecer políticas que beneficiarão o Estado de Mato Grosso do Sul”, pontuou.

Acompanhe trechos da entrevista:

Previdência

Estamos ainda em fase de análise e vamos discutir qual é a contribuição do servidor estadual e do Governo, que hoje é 11% para o funcionário público e 22% do patronal. Temos que ver qual o tamanho que deve ficar para que gente consiga projetar o futuro.

O aumento da expectativa de vida faz com que a discussão da previdência seja feita, o mundo todo fez isso, o Brasil está fazendo agora e Mato Grosso do Sul não está na contramão. O que não podemos deixar é que a previdência do nosso Estado chegue a um colapso como aconteceu no Rio de Janeiro e em outros estados brasileiros.

Incentivos fiscais

O Governo do Estado tem uma política muito arrojada na atração de empresas, tanto que MS foi primeiro em geração de empregos no acumulado de 2016. Tivemos sete mil vagas positivas, ou seja, contratamos mais do que demitimos, isso é resultado de uma política de incentivos.

Porém, hoje existe nacionalmente um fundo de estabilização fiscal. Isso é para ajudar nesse arrocho da crise. Aqui estamos conversando com o setor empresarial – Fiems, Fecomércio e Famasul.

Não tenho dúvida que quando toda a sociedade estiver contribuindo de alguma forma, as federações serão parceiras. O próprio Sérgio Logen (presidente da Fiems) deve apresentar um estudo para que a gente tenha um diálogo maduro com objetivo de encontrar um denominador comum.

  Segurança Pública

Historicamente, nunca houve tanto investimento em Segurança Pública em Mato Grosso do Sul. Foram R$ 96 milhões destinados à área da Segurança. Compra de novas viaturas, equipamentos, armas e munições.

Também fizemos convocações de policias. Ontem mesmo formamos 435 novos Agentes Penitenciários, isso representa mais 30% do quadro atual, ou seja, estamos entregando para a sociedade investimentos que garantam a tranquilidade da população.

Três presídios serão entregues a partir de março, temos mais R$ 55 milhões do fundo penitenciário – que estava contingenciado pela União e foi liberado pelo STF – que dá para construir mais três presídios e equipar mais ainda nossas polícias. Também estamos na discussão para que a União custeie os presos por crime federal, então acredito que a gente consiga aumentar as vagas e melhorar todo o sistema carcerário de MS e garantir a segurança no estado.

No mapa da violência, Mato Grosso do Sul está no terceiro lugar dos estados mais seguros do Brasil, não que isso nos coloque numa zona de conforto, mas mostra que estamos enfrentando o crime organizado para dar mais segurança para a população.

Habitação

Avançamos, mesmo com pouco dinheiro, em programas habitacionais como o ‘Cheque Moradia’,  ‘Lote Urbanizado’ e FGTS. Esses programas são em parceria com os municípios. Estamos assinando um convênio com a Caixa Econômica Federal para subsidiar habitações para famílias de baixa renda. Na crise você busca alternativas.

Também vou me reunir com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, no próximo dia 14 para tentar fortalecer mais o programa Minha Casa Minha Vida em Mato Grosso do Sul.

Saúde

Nós fizemos a Caravana da Saúde para resolver uma situação vergonhosa de fila de espera da para atendimento médico mas, paralelamente à restruturação do sistema, foi realizada e ainda acontece. Esta semana definiu-se a empresa ganhadora para a obra do Hospital Regional de Três Lagoas, então nos próximos dias assinaremos o contrato e a ordem de serviço. Em 20 dias, eu publico a licitação da obra do Hospital Regional da Grande Dourados, no dia 22 nós entregamos o Regional de Ponta Porã com UTIs e estruturas modernas. Também vamos recuperar a Santa Casa de Corumbá. Já entregamos Nova Andradina. Paranaíba, Naviraí e Jardim também estão sendo discutidas as restruturações para Polo Regionais.

Em Aquidauana estamos conversando com o município uma intervenção do Estado para melhorar o atendimento no hospital. Isso já vem acontecendo. Estamos fazendo uma lógica regional para desafogar Campo Grande.

Na Capital entregamos 20 leitos no Hospital do Câncer e ainda vamos entregar mais dois pavimentos. Temos o Hospital do Trauma que será entregue até julho deste ano já equipado e também vamos ter a segunda fase da Caravana da Saúde.

Eu entendo que os municípios fazendo a atenção básica e o Estado estruturando os polos regionais, vamos atender muito bem a população.

Fábrica da Petrobras

Já estive duas vezes com o Pedro Parente, presidente da Petrobras para discutir a retomada dessa obra, vamos agendar mais um encontro com ele na próxima semana. O que acontece é que a empresa também passa por uma restruturação porque quebraram a Petrobras.Também nos foi dito que a empresa não vai mais tocar esse ramo, porém fez o compromisso que vai buscar uma empresa privada para comprar essa estrutura para finalizar a obra. Estou confiante disso.