Você é a contra a descriminalização do aborto? A vice-presidente do Instituto Iniciativa, Giulia Maria d´Amore, sim. A representante da entidade, que tem por finalidade “apoiar e desenvolver ações para a promoção, defesa e divulgação do pensamento Conservador e o Liberalismo Econômico”, subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul durante a sessão desta terça-feira (4/4) para defender o direito à vida.

“Para nós, a vida se inicia desde a concepção. Ficar inerte diante da ‘cultura da morte’ é preocupante. A sociedade aceitar que é moral matar um bebê é concordar que é lícito matar uma criança que já nasceu. E se descriminalizarmos, como ficam os profissionais de saúde que serão obrigados a fazer abortos mesmo sendo contra? E os abortos pelo SUS [Sistema Único de Saúde] que serão pagos por pessoas que não concordam? Isso também não é imoral?”, questionou Giulia.

Segundo a representante, o Instituto repudia a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2016 que descriminalizou o aborto no primeiro trimestre de gravidez. “Um grupo de 11 pessoas não pode eleger algo dessa importância. Em 2015, foram 503 mil bebês mortos por abortos. Um total de 183 mulheres morre por ano em abortos, mas o direito da mulher não pode se sobrepor ao direito do nascituro, uma vida humana indefesa. O que difere um bebê de 12 semanas para o feto de nove meses? O DNA já existe. Por isso estamos aqui, para defender a vida, pois o silêncio dos que não concordam também mata e pedimos para que os deputados sejam guardiões da vida humana”, finalizou.

O deputado Herculano Borges (SD) concordou com a luta. “Parabenizo a todos que levam essa bandeira contra o aborto, que eu também defendo no meu mandato. O STF não deveria decidir sobre isso, pois são 513 deputados federais e 81 senadores que estão no Congresso para legislar e são os representantes legítimos do povo, que agora estão com os poderes usurpados pelo Supremo Tribunal. Se os bons se calarem o mau ganha força”, afirmou.

Dr. Paulo Siufi (PMDB) também discorda com o aborto. “Como médico, pediatra e católico, eu defendo a vida sob todos os aspectos. O Supremo deveria se envergonhar, porque o Código Civil é claro quando põe a salvo os direitos do nascituro. No Mato Grosso do Sul, enquanto eu for deputado, sou contra o aborto”, definiu.

Os deputados Professor Rinaldo (PSDB) e Lidio Lopes (PEN) também questionam a descriminalização do aborto pelo STF. “É uma inversão de valores. O Supremo está retirando a representatividade da população brasileira”, resumiu Rinaldo.

Agência ALMS