Motoristas de Uber defendem regulamentação do aplicativo em Campo Grande

Visando garantir o amplo debate sobre o transporte de passageiros em Campo Grande, a Câmara Municipal abriu espaço durante a sessão ordinária dessa terça-feira (7) para que motoristas do Uber pudessem ocupar a Tribuna, a fim de discutir a regularização do serviço pela Prefeitura.

O primeiro a discursar foi o presidente da Associação dos Parceiros em aplicativos de transporte de passageiros, motoristas profissionais autônomos de Mato Grosso do Sul – APPLIC, Paulo César Teodoro Pinheiro, que defendeu a regularização. “Regularizar é preciso e respeitar é fundamental. O Uber tem cerca de 20 adesões por dia, o que representa 600 carros por mês. Ainda temos mais dois aplicativos chegando em Campo Grande. Quantos carros vamos ter daqui há seis meses? Temos que analisar com calma essa questão, se o prefeito irá cumprir sua palavra. Ter três mil carros na cidade vai dar briga. Somos a favor de quem necessita trabalhar. Somos a favor da regularização da nossa classe, assim teremos direito a desconta na aquisição de veículo, no IPVA e na vistoria veicular. Hoje não somos beneficiados em nada. Todos os setores devem ser fiscalizados para trabalhar com ordem em Campo Grande”, disse Paulo César, que foi convidado pelo vereador Dr. Livio.

A convite do vereador Vinícius Siqueira, também usou a Tribuna o presidente da Associação de Aplicativos de Mobilidade Urbana – AMU, Wellington Dias da Silva, que também não é contra a regularização. “Regularização sim, restrição não. Nós queremos ser consultados, nós queremos ser ouvidos. Queremos que as coisas sejam feitas de uma forma justa, que nem a nossa categoria e nem mesmo a população possa sofrer mais encargos, mais tributos e pior sem benefício algum. Sabemos sim dos nossos deveres, queremos cumprir e estamos cumprindo, mas também sabemos dos nossos direitos”, disse.

Wellington se mostrou preocupado com a questão dos alvarás. “Queremos saber como ficará a questão da emissão de alvarás porque com esta limitação por veículos, teremos outra indústria e máfia de alvarás, ou melhor, aqueles que há muito tempo exploram esta atividade vão penas mudar de setor, sairão dos táxis e virão para os aplicativos. Ao invés de explorarem os auxiliares de taxistas, irão explorar agora outra categoria de motoristas”, disse.

Na sessão da próxima quinta-feira (9) devem utilizar a Tribuna representantes dos taxistas, para apresentarem seu posicionamento sobre o assunto. No próximo dia 22 de março está prevista a realização de uma Audiência Pública para debater o tema com a sociedade.

 

Paulline Carrilho

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