Dirigentes de entidades municipalistas de todo país discutem na próxima semana, durante encontro em São Paulo, à pauta da 20ª edição da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, organizada pela CNM (Confederação Nacional de Municípios).

O presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), prefeito de Bataguassu, Pedro Caravina (PSDB-foto), participará dos dois dias de reunião — segunda e terça-feira (13 e 14), na capital paulista, segundo adiantou o diretor político da entidade, José Domingues Ramos, o Zé Cabelo.

No primeiro dia, o encontro ocorrerá na APM (Associação Paulista de Municípios) com a participação dos presidentes de associações de municípios e secretários-executivos das entidades.

No dia seguinte, haverá uma reunião política no mesmo local e uma visita ao governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), além da cerimônia de posse da nova diretoria e conselhos da APM.

Na prática, a intenção da CNM é encaminhar os assuntos a serem inseridos na pauta de reivindicações da próxima Marcha a Brasília, que anualmente reúne cerca de 4 mil prefeitos de todo país em Brasília.

INSCRIÇÕES

No último dia 30, a CNM abriu as inscrições para o grande evento municipalista que neste ano ocorrerá entre os dias 15 e 18 de maio, em Brasília, e deverá reunir representantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, além de milhares de gestores municipais.

Atualmente, a Marcha é o maior evento municipalista da América Latina. Para se ter uma ideia de sua importância, em 2016, foram registrados mais de 5 mil participantes dentre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e secretários municipais. Porém, nem sempre foi assim.

O movimento começou com uma pequena mobilização na capital federal, no ano de 1998. Pela primeira vez, gestores municipais de todo o país estiveram organizados para apresentar ao governo sua pauta de reivindicações. Alguns dos itens, na época, foram o aumento do FPM (Fundo Participação dos Municípios) e a municipalização dos recursos do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores).

Apesar das demandas urgentes da época, os prefeitos foram recebidos pela tropa de choque da Polícia Militar na rampa do Congresso Nacional. A tentativa frustrada de marcar uma audiência com a Presidência levou o grupo a se reunir novamente no ano seguinte, na II Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

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