ISI Biomassa e grupo chinês lançam projeto para transformar plantas aquáticas em bio-óleo

Buscando solucionar um problema ambiental nos reservatórios de usinas hidrelétricas, o ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa), localizado em Três Lagoas, e a CTG Brasil, 2ª maior geradora privada de energia do País, lançaram, nesta quinta-feira (11/07), o projeto “Macrofuel: Aproveitamento Energético de Bio-Óleo Pirolítico de Macrófitas Aquáticas para Produção de Biocombustível”, que tem como objetivo avaliar o aproveitamento energético do bio-óleo proveniente de macrófitas, que são plantas aquáticas, nos reservatórios de Ilha Solteira e Jupiá.

Na avaliação do diretor-regional do Senai, Rodolpho Caesar Mangialardo, o lançamento desse projeto representa um divisor de águas dentro da instituição. “Esse ano comemoramos 40 anos em Mato Grosso do Sul e temos por base a educação profissional para as indústrias, mas há alguns anos já percebemos que a inovação e a tecnologia têm de andar juntas com essa formação profissional. Então nós estruturamos o ISI Biomassa para enxergar o que mais poderíamos fazer dentro das indústrias”, explicou.

Para ele, esse contrato buscando uma solução com as macrófitas é um dos frutos dessa busca pela inovação. “Essas plantas aquáticas prejudica a geração de energia nas hidrelétricas. Foge um pouco dessa linha do Senai de investimentos em energia solar e energia eólica, mas acho que devemos olhar com bons olhos esse projeto, que é tão importante. É fundamental essa parceria para entendermos na prática a realidade das indústrias para apresentarmos soluções para os problemas que elas enfrentam”, completou.

Investimento milionário

Segundo a diretora do ISI Biomassa, Carolina Andrade, o projeto prevê investimentos de R$ 4,6 milhões, utilizando recursos do Senai, da CTG Brasil e da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial). “Já começamos algumas ações e, na quarta-feira (10/07), a equipe já estava em campo, avaliando a ocorrência das macrófitas. Nós já começamos os ensaios dentro do laboratório, mas é um projeto que deve durar três anos dada sua complexidade, porque vamos sair de uma planta e vamos chegar a um óleo para uso nos motores da própria empresa. Então há uma série de etapas e todas serão conduzidas aqui dentro do ISI Biomassa”, detalhou.

O diretor de operação e manutenção da CTG Brasil, César Teodoro, destacou que a pesquisa e a inovação são uma mola propulsora do desenvolvimento, daí a escolha de trabalhar com o Senai para buscar uma tecnologia inovadora. “Buscamos com a inovação trazer a melhoria no desenvolvimento de algo que atualmente nos preocupa e trazendo o crescimento junto à comunidade e a participação do Senai. As macrófitas são um problema hoje e agora queremos encontrar essa solução e mais, outros subprodutos que possam trazer uma situação bastante favorável”, salientou.

Ele reforçou que a ideia inicial não abrange a comercialização direta do bio-óleo, visto que o foco é desenvolver uma metodologia de produção de biocombustível líquido para geração de energia. “O primeiro passo é um diagnóstico desse produto e a possibilidade de expandir de forma externa, com certeza utilizaremos junto à comunidade.  O projeto é para os reservatórios de Jupiá e Ilha Solteira, mas dependendo dos resultados obtidos, poderemos expandir para outras unidades”, acrescentou.

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