Preso com armas durante operação do Gaeco paga fiança de R$ 7,5 mil

Enrico Barbosa Guzzella, de 31 anos, preso em Costa Rica por posse ilegal de arma de fogo ontem, durante a Operação Grãos de Ouro, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual, pagou fiança de R$ 7,5 mil e vai responder em liberdade. Ele armazenava três revólveres, duas espingardas, carregadores e mais de 300 munições em fazenda localizada às margens da rodovia MS-316.

O homem havia sido preso com o pai, de 64 anos, que é investigado pelo Gaeco por participar de esquema de falsificação de notas da venda de grãos, como forma de sonegar imposto. Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão contra o dono da propriedade, agentes do Gaeco e policiais militares encontraram os revólveres calibre 38, as duas espingardas e demais objetos. Enrico disse ser o responsável pelas armas e acabou levado à delegacia.

Na ocasião, alegou que parte das armas seriam herança familiar e que outras tinham licença, embora a documentação estivesse atrasada. Ainda no mesmo dia pagou fiança e vai responder em liberdade. Além do pai dele, mais um produtor rural e um empresário do ramo de transportes foram presos em Costa Rica, sob suspeita de participar do esquema. Na cidade próxima, de Chapadão do Sul, o Gaeco também cumpriu mandado e apreendeu um revólver em uma empresa.

Esquema

O esquema girava em torno de falsificação de notas, fraudes em incentivos fiscais, além de pagamento de propina, e também contava com participação de produtores rurais, empresários e transportadoras. A Operação Grãos de Ouro, desencadeada, ontem, pelo Gaeco prendeu 32 pessoas. O grupo causou prejuízo ao Fisco em aproximadamente R$ 44 milhões.

Conforme a coordenadora do Gaeco, promotora Cristiane Mourão, a investigação começou em 2016, quando o Ministério Público Estadual (MPE) foi procurado pela Sefaz, que apontou sonegação de tributos fiscais por parte de empresa corretora de grãos.

A fraude era feita da seguinte forma: para encobrir vendas de grãos de Mato Grosso do Sul para outros estados – transação que tem cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) –, grupo falsificava notas fiscais como se a venda fosse interna, de um produtor de MS para outro do Estado.

Fonte: Correio do Estado

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