Três homens, de 28, 30 e 38 anos, foram presos enquanto traficavam cocaína e pasta base para Campo Grande na noite de terça-feira (5), na BR-262, em Miranda. O trio, que se autonomeava “reis da cocaína”, usava método de tráfico incomum e foram flagrados durante a Operação King da Denar (Delegacia de Repressão ao Narcotráfico) e PRF (Polícia Rodoviária Federal) com droga avaliada em R$ 2,8 milhões.

Conforme o delegado da Denar, João Paulo Sartori, o grupo comprava o entorpecente em Corumbá e sempre locavam veículos para poder transportar a droga. O chefe da quadrilha, de 30 anos, conduzia o carro enquanto os comparsas usavam uma espécie de colete para transportar a droga junto ao corpo.

Quando o trio avistava alguma barreira policial ou posto da PRF, a dupla que transportava a cocaína descia do automóvel e seguia pela mata até serem resgatados pelo líder do grupo posteriormente à vistoria policial. Desta forma, eles driblavam a polícia e, segundo o delegado, se gabavam por nunca serem pegos.

O inspetor da PRF, Emerson Souza, contou que o dinheiro arrecadado com o tráfico era lavado em apostas de corridas de cavalo em fazendas de Terenos, cidade natal dos três traficantes e que fica localizada a 28 km da Capital.

O fato é que na noite desta terça-feira, a polícia recebeu informação de que os três traficantes passariam pela rodovia no km 600. Em ação conjunta, os investigadores da Denar junto aos agentes da PRF os prenderam. O líder do grupo conduzia um Ford KA locado e foi preso no posto policial. Já a dupla foi detida enquanto caminhava na mata.

Responsáveis por 90% do tráfico de pasta base em Campo Grande e também na de cocaína, segundo a polícia, eles foram encaminhados para a delegacia e responderão por tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Vida de luxuosa e ‘culpa do Uber’

Na casa do líder da quadrilha, no Nova Campo Grande, a polícia encontrou R$ 25 mil. Além disso, os investigadores informaram que os três ostentavam uma vida de luxo e eram frequentadores assíduos de baladas caras na cidade.

Questionados sobre o crime, os três confessaram a autoria. Um dos envolvidos, de 28 anos, contou que trabalhava como taxista, mas com a chegada do Uber em Campo Grande, o trabalho teria sido prejudicado e, por conta disso, precisava de dinheiro.

O líder, de 30 anos, confirmou o envolvimento, mas disse que ‘foi a primeira vez que estava fazendo isso’. Já o preso de 38 anos, disse que estava desempregado e precisava de dinheiro. Apesar de confessarem o tráfico, a polícia afirmou que o trio traficava a muito tempo, mas eles negam, afirmando que essa ocasião seria a única vez que teriam cometido o crime.

Fonte: Midiamax –