Acadêmicos de medicina visitam Santa Casa sob orientação da vereadora Enfermeira Cida

Os acadêmicos do quarto semestre de medicina da Uniderp (Universidade para Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal) visitaram o setor de Tratamento de Queimaduras da Santa Casa de Campo Grande, na manhã desta segunda-feira (12). Sob orientação da vereadora Enfermeira Cida Amaral (Podemos) que explicou como o local funciona e a realidade que eles irão enfrentar.

“Trabalhei aqui por 28 anos. Este local foi e é um grande aprendizado. Me orgulho de ter contribuído para o setor, que é considerado referência nacional. Isso também se dá pelas parcerias de empresários e de familiares que viram de perto o funcionamento deste setor”, relata a parlamentar Enfermeira Cida.

Por lá, eles puderam perceber a “dor do outro”, que muitas vezes ficam acamados por dias sem poder ver alguns familiares. Além de ter que fazer um tratamento delicado e que requer isolamento, dependendo do ferimento.

“Vir à Santa Casa é uma quebra de paradigma, pois o aluno acaba conhecendo a realidade nua e crua, e assim se aproxima da humanização, e a gente viu isso aqui com a vereadora. Pudemos entender o sofrimento e o ponto de vista do próximo, desta forma poderemos contemplar melhor esta realidade e saber como funciona”, relatou o acadêmico Wilgner José de Souza Santos.

“A Santa Casa é como se fosse uma barreira pra mim, pelas coisas que a gente ouve, mas gostei do que vi aqui no setor de tratamento de queimaduras. Gosto de crianças e minha intenção é ser pediatra, e ver o cuidado que estas crianças estão recebendo, me fez perceber o zelo que os profissionais daqui têm para com os pacientes”, comentou Bruna Miranda Santana.

“Precisamos saber o que as pacientes precisam neste momento de fragilidade para poder ajudá-los. Isso aqui é bem diferente do que a gente vê na aula, aqui o contato com a realidade é tocante. E podemos notar que eles são muito bem cuidados por esta equipe de profissionais, que estão sempre preocupados não só com os ferimentos, mas com o bem estar, deles e dos acompanhantes. Eu não esperava que aqui fosse assim”, disse outra acadêmica, Aline de Mário Fernandes.

“Sou enfermeira e isso aqui é lindo. Meu trabalho é de acolhimento, é um trabalho humanitário. Estou na vereança, mas o que eu puder fazer para passar minha experiência ao próximo, principalmente a estes jovens que serão médicos e terão que lidar com estas situações cotidianamente. Aqui tudo é diferente. Pois, nenhum livro pode proporcionar este trabalho de humanização que começou a ser implantando pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em 2006, mas que eu e os demais profissionais deste setor já fazíamos há anos”, frisou a vereadora Enfermeira Cida.

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