A Comissão de Educação (CE) do Senado aprovou nesta terça-feira (02) o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 67\2016 que institui o 27 de novembro como Dia Nacional de Educação a Distância. A proposta, de autoria da deputada Professora Dorinha (DEM/TO), foi relatada pelo senador Cristovam Buarque (PPS/DF) e segue agora para aprovação do Plenário.

O vice-presidente da CE, senador Pedro Chaves (PSC/MS), defende a aprovação do projeto e não tem dúvida de que ele vai incentivar a educação a distância em todo o país. “Eu sempre acreditei na educação a distância porque ela propicia que um número cada vez maior de pessoas possa ter acesso ao conhecimento, em diferentes níveis de ensino. Atualmente, temos milhões de estudantes, de diferentes idades, em todo o mundo, fazendo até cursos de pós-graduação a distância. A maioria desses alunos não teria como fazer isso se não fosse através do computador. Com o desenvolvimento da comunicação digital e o advento da Internet, esse trabalho ficou mais prático e tem eficiência comprovada”, afirmou o senador.

Pedro Chaves, que foi reitor da Uniderp, é considerado pioneiro na educação a distância na Região Centro-Oeste.“Eu estudei bastante essa modalidade de ensino e fui buscar em outros países como a Inglaterra a experiência necessária para implantar a educação a distância em Mato Grosso do Sul. Ninguém pode negar o sucesso da britânica Open University, que há mais de 50 anos forma alunos em todo o mundo, utilizando satélite, Internet e aulas tutoriais. A partir de 2002 adotamos o mesmo sistema na instituição que dirigi em Campo Grande, oferecendo conhecimento a alunos de todo o Brasil”, lembra o senador.

O vice-presidente da Comissão de Educação do Senado explica que , no ambiente virtual, o aluno pode acessar avisos em um mural eletrônico, apresentar e publicar trabalhos, participar de reuniões com os colegas e manter contato com os professores e a monitoria para tirar dúvidas ou discutir temas em grupo.

“Não tenho dúvida que o Dia Nacional da Educação a Distância vai ajudar a divulgar e fortalecer essa modalidade de ensino, favorecendo a criação de novos cursos e ampliando o número de alunos. Quem ganha com isso é o Brasil”, finalizou Pedro Chaves.