Ao anunciar que o governo está finalizando o projeto de reforma administrativa e previdência, que inclui também o teto de gastos, para encaminhá-lo à Assembleia Legislativa, o governador Reinaldo Azambuja disse que o grande desafio do gestor público, nesse período de turbulências da economia nacional, será o de cumprir as obrigações, mantendo o equilíbrio das contas sem deixar de fazer os investimentos necessários.

Em sua primeira agenda pública, após reassumir o cargo ocupado interinamente pela vice-governadora Rose Modesto, ao participar da cerimônia de formatura dos 435 novos agentes penitenciários, na manhã desta quarta-feira, o governador falou com os jornalistas no saguão do Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo. Ele enfatizou que a reforma administrativa é um imperativo para a sustentabilidade financeira do Estado.

“A crise impõe aos governantes as responsabilidades na questões administrativas e a sociedade já não suporta mais aumento de impostos, isso tem que ficar muito claro”, frisou Azambuja.

“Devemos olhar para dentro das estruturas administrativas, melhorar o perfil dos gastos públicos, encolher um pouco mais o Estado, sem perder a eficiência e, principalmente, tocar naquilo que é cerne não só para Mato Grosso do Sul, mas para o Brasil, que é o equilíbrio previdenciário, para segurança dos nossos servidores”, concluiu.

Previdência

Na avaliação do governador, o atual momento de dificuldades econômicas e com um PIB negativo, exige que a gestão pública centralize-se nas questões administrativas, previdenciárias e no equilíbrio das contas para que o País e o Estado continuem avançando.

Segundo ele, o Governo do Estado quer discutir com as categorias dos servidores públicos e com a Assembleia Legislativa uma reformulação previdenciária, onde a grande questão não se restringe à contribuição, mas, principalmente, “ao cenário do sistema para os próximos anos, para que ele funcione de forma equilibrada e segura para os servidores”.