Estou querendo repensar esse Estado’ aponta Mandetta, sobre eleição 2018

O deputado federal Luiz Henrique Mandetta (Democratas), fala sobre a intenção em despertar o interesse político na população e no Estado, onde pontua que “para começar a eleição, o clímax, a preparação acontece 1 ano antes, e é preciso repensar o Estado, eu estou querendo repensar esse Estado por não me sentir satisfeito com o que estou vendo por aí”.

A expectativa para a próxima eleição é de que seja feita uma grande limpeza na política tanto a nível nacional quanto estadual, “Eu acredito que a eleição de 2018, vai ser marcada por um número muito grande de candidatos. Acredito que será como a primeira eleição que houve para Presidente no Brasil, a que elegeu Collor. Quase que você quando não têm nomes que sejam de consenso vão se multiplicar nomes tanto a nível nacional como estadual”.

Ao falar especificamente do Mato Grosso do Sul, o deputado federal Luís Henrique Mandetta, faz uma análise cronológica das disputas eleitorais do Estado, onde segundo ele, “Aqui no Mato Grosso do Sul historicamente a política sempre foi de dois grupos, aqui era, Wilson contra Pedro, depois Zeca contra André, era um binômio, a primeira eleição onde tivemos três candidatos, foi a passada onde tivemos, Delcídio, Nelson e Reinaldo. Três candidaturas que eu não digo pequenas, digo viáveis. Foi uma atipia, nesta agora eu acho que se repete três, possivelmente quatro candidaturas para o Estado, que vão ser reflexo de cinco a seis candidaturas nacionais a Presidência da República.

Sobre atual gestão, Mandetta cita falha na comunicação como um dos pontos negativos entre governo e população, onde em uma época que a comunicação acaba sendo um ponto essencial para uma boa gestão, ainda defende que “o problema é que ele não sabe se comunicar, se você tem um problema claro de arrecadação e você não tem os recursos, vá a público abra as contas e explique porque você não pode. O governador tem que se comunicar melhor, conversar melhor, em tempos de crises fazes escolhas difíceis, escolhas duras, amenizar essa crise. O principal dos próximos candidatos seja a presidente, seja a governo do estado, é que não existe essa coisa de direita ou de esquerda, tem coisas boas na política de esquerda e coisas boas na política de direita, o mundo é movimento, é marcha, é caminhar, pegar as boas alternativas e deixar o ser humano trabalhar, fazendo o que a política pública deve fazer, que é se concentrar na saúde, educação, nas políticas que são de competência do Estado e deixar o ser humano se realizar”.

Durante a campanha deputado considera Segurança Pública como um dos pontos que merecem destaque, “Tanto a nível nacional, quanto Estadual, é muito importante Mato Grosso do Sul ter uma posição mais forte na política de segurança pública, eu vejo o governo federal mandando 10 mil homens para o Rio de Janeiro para ocupar os morros, ora, me dê 5 mil homens que eu ocupo as fronteiras do Mato Grosso do Sul com o Paraguai e a Bolívia, que eu faço uma asfixia e acabo com o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. A fronteira aqui está escancarada, é por aqui que está entrando crack, cocaína, maconha, fuzil e o PCC (Primeiro Comando da Capital) dominando a faixa de fronteira do lado do Paraguai e do lado do Brasil, estão montando um território próprio sem lei. Esse ponto é um ponto que deve ser discutido fortemente durante a campanha e os outros são temas clássicos”.

Formado em medicina e especialista em medicina pediatra ortopédica, Mandetta aborda a importação de 10 mil médicos cubanos como uma demonstração de incompetência do Brasil, uma vez que o país forma aproximadamente 30 mil médicos ao ano. “Onde está a carreira para atenção básica de áreas de difícil provimento? Como é que eu mando um médico para o Parque Nacional do Xingu? Eu não posso dizer que eu não tenho, porque eu sou hiposuficiente e vou trazer, o Estado Brasileiro vai negociar com o Estado Cubano pessoas, pessoas não são coisas, quando você negocia força de trabalho, seja ela física, intelectual, social, você está negociando ser humano e isso vai contra o Pacto de Genebra, isso vai contra declaração de direitos humanos, uma vez que os cubanos não podem trazer as mulheres, filhos, não tem o direito de ir e vir. Isso está errado, temos que ter uma proposta para o País na área de Saúde”.

Ainda sobre a saúde rebate dizendo que “vínhamos construindo uma lógica em cima da atenção básica, tivemos aqui no Estado uma das maiores sanitaristas do Brasil chamada Beatriz Dobash, e ela fez os módulos para estruturar esse sistema, vínhamos com esse sistema e uma rede hospitalar ainda pequena para o tamanho do crescimento. Quando entra esse governo, ele retira dinheiro do sistema de saúde, negligencia a atenção básica e passa a fazer um marketing em torno de uma propaganda com a sensação de que a saúde básica poderia melhorar, a atenção básica entra em colapso, os indicadores do MS pioraram todos e explode, derrame, AVC (Acidente Vascular Cerebral), diabetes, explode e vai procurar hospital. Se você já tinha uma rede hospitalar menor e você parou de prevenir, você explode a rede hospitalar e entra em colapso, é um momento da saúde aonde você pode ter ordem judicial, plano de saúde, dinheiro, ma simplesmente não tem atendimento”.

Para Educação, aponta a reforma do ensino médico como a melhor coisa feita pelo governo Temer, com meta de 10 anos para o Ensino Médio Semi Integral, “O ensino fundamental está muito tímido, Campo Grande não chega a 5 ou 6 escolas de período integral. As comunidades rurais que andam 20km a 40 km, para mandar um filho para a escola, não dá para a criança acordar as 3 horas da manhã, para chegar a escola às 7 horas e voltar às 11 horas. Começa pela escola rural integral e a aula vai ser das 8 horas da manhã as 15 horas da tarde. Porque não existe criança no mundo, que acorda as 3 horas da manhã de barriga vazia e chega as 7 horas na escola e vai aprender alguma coisa. Você está gastando e não está tendo eficiência no gasto, o nível de aprendizado é baixo, são coisas que você pode tomar como decisões suas, que você tem autonomia federativa para tomar e já poderia ter tomado. A flexibilização do curriculum, onde você põe um jovem que é melhor em uma área para desenvolver mais naquela área e abrandar nas outras é um estímulo. Você agregar na escola o atletismo como a Jamaica, acolheu campeão mundial com uma política simples, ela é uma ilha. Você não precisa de equipamentos e correr todo mundo corre, são decisões fáceis e simples, que demandam vontade política para se implantar, eu acho que isso daí, os próximos governantes terão que retomar e refazer a liga social dos Estados. O PT (Partido dos Trabalhadores) rompeu a liga social colocando as diferenças em prioridade, acabando com a mística e a candura do brasileiro, hoje o que você vê nas mídias sociais, são ódios, haters, brigas, o que se discuti é você odeia quem? Pra que ódio você torce? E tem que ser o contrário para que nação você ama”.

Com relação à segurança pública finaliza dizendo que “Nós estamos vivendo aqui, quase que um escritório do crime, e o Brasil vão pagar um preço muito caro por não estarem enfrentando o crime organizado. Já vimos isso acontecer na Colômbia, que foi o surgimento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) com o narcotráfico, estamos vendo os Chiapas no México, que é quase um território paralelo ao Estado Mexicano e aqui no Brasil o PCC está se organizando para ser um Estado paralelo, e em muitos lugares já é. Lugares que você não pode abrir um negócio que você tem que pagar para eles, que eles estão nos times de futebol, na política, na prefeitura, no Estado, no Congresso, eles estão ocupando, vai chegar uma hora que, o fim dessa história vai ser um conflito armado de conseqüências imprevisíveis, e eu acho que isso é a coisa mais próxima de uma guerra civil que vamos ver dentro do Brail. O dia em que os governos vão ter que por inércia acabar entrando em um estado de guerra civil.

CRÉDITOS: Flávia Andrade