Marun assume Secretaria de Governo com discursos pela reforma da Previdência

Substituindo Antonio Imbassahy (PSDB-BA), que pediu exoneração na semana passada após ser pressionado pelo PMDB e partidos do Centrão, que reivindicavam mais espaço.

Com discursos a favor da reforma da Previdência, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) tomou posse como ministro da Secretaria de Governo, pasta responsável pela articulação política. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira (15). Deputado Federal Carlos Marun substitui Antonio Imbassahy (PSDB-BA), que pediu exoneração na semana passada após ser pressionado pelo PMDB e partidos do Centrão, que reivindicam mais espaço no governo.

O evento pontuou o principal objetivo de Marun no ministério, que será trabalhar pela reforma da Previdência. Temer disse que o colega de partido será “um gigante” a trabalhar pelo texto.

Temer conta com a energia de Marun a favor do texto e, em tom de brincadeira, pediu que ele se dedique “18 horas por dia, se possível 20 horas, à reforma”.

Com relação a transferência da votação da reforma da previdência, de dezembro para fevereiro do ano que vem, Temer disse que “não quer constranger nenhum deputado e senador” e, por isso, diante da conclusão de que não havia os 308 votos necessários na Câmara, a votação da reforma foi alterada.

Em seu discurso, antes mesmo da manifestação do presidente, Marun disse que assume o cargo com a consciência de que a aprovação da reforma da Previdência é prioridade.

“Este é, no momento, o maior desafio. Porque ao tornar a Previdência mais igual, mais justa e com menos privilégios, estaremos viabilizando economicamente o país” afirmou.

Considerado um dos parlamentares mais ativos na defesa do governo, Marun utilizou parte de seu discurso para elogiar Temer, destacando números de recuperação da economia. Segundo ele “Serei e sou a partir deste momento um soldado, sob vosso comando, em sua árdua luta para fazer com que o nosso país seja um Brasil melhor para todos os brasileiros”, enfatiza.

Marun disse que abriu mão da candidatura à reeleição para participar do governo (para concorrer, ele teria que deixar o ministério em abril do ano que vem, prazo de descompatibilização).

Embora tenha sido pressionado a deixar o cargo, Imbassahy participou da posse do novo ministro, e fez um discurso favorável ao governo. O tucano disse que foi uma honra trabalhar com Temer e considera ter contribuído para a estabilização política do país a partir da aprovação de matérias no Congresso.

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