“ O problema da segurança pública é o descaso do governo Federal”, diz Coronel David

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Em entrevista exclusiva à Rádio Diamante FM, ao programa “A bronca do Eli”, com o jornalista Eli Sousa, Coronel David fala sobre segurança pública, política e eleições 2018.

“O problema da segurança pública é um completo enfraquecimento das leis penais e processuais, existem outros fatores que agregam a essa situação, e produzindo uma violência que acaba atingindo os cidadãos brasileiros. Eu defendo uma revisão geral da legislação penal e processual. Aí eu digo que alguns crimes como os hediondos            , começam no regime fechado e por conta das leis antidrogas, rapidamente vão para o regime semiaberto, aí vemos traficantes de volta as ruas em menos tempo, quando na verdade deveriam estar no fechado. Temos também as visitas intimas que acabam virando um bacanal, por ocorrer dentro da penitenciaria. Temos uma fronteira seca que dispõe de pouco ou nenhuma atenção do governo federal, deixando apenas para o governo do Estado e as suas forças policiais essa responsabilidade em impedir que drogas e armas e o próprio contrabando possam adentrar no país, trazendo assim alguns artefatos, podendo municiar as facções criminosas, sem dúvida nenhuma elevando o nível de segurança e aumentando os crimes”, diz Coronel David.

Os projetos desenvolvidos quando foi deputado por 1 ano e 8 meses , entre eles combate a drogas, “Criei alguns projetos voltado ao combate a drogas, conversa curta, sem muita negociação, porque quem diz que vai controlar as drogas com projetos sociais não tem como. Temos que tratar com conversa dura, sem dar moleza ao bandido, vitima sempre vai ser o cidadão que sofre com os ferimentos que podem ocorrer nessa atividade criminosa. Fui comandante geral por quase cinco anos, no mandato André Puccinelli, e posso dizer que em investimento para segurança pública desenvolvemos os projetos comunitários, para defender os cidadãos de bem, e para os bandidos os tratamentos eram de punição para colocá-los atrás das grades. Nesses cinco anos, cerca de 73 criminosos foram mortos em confronto, mostrando que não há outro caminho. Fui profissional de segurança pública por mais de trinta anos, exerci o mais alto cargo na polícia militar, a nível nacional fui presidente do Conselho Nacional dos Comandantes Gerais, por conta da atividade rigorosa onde diminuímos os índices de criminalidade, impedindo que ele volte a roubar, matar, estuprar, mantendo-o preso e distante da sociedade que precisa muito da segurança que tem que ser mantida pelo Governo”, destaca.

As aposentadorias dos agentes de segurança tem sido aumentadas e os efetivos diminuindo, com isso Coronel David destaca que, “ é um caso muito sério, os estados brasileiros incharam as suas possibilidades, e até o meu partido defende isso, diminuindo a participação em atividades essenciais, como aqui no estado de Mato Grosso do Sul, já estão quase com a folha de pagamentos no último nível, não vamos sair desse circulo vicioso, com a falta de investimento em segurança pública, tentando deixar esses custos sobre a iniciativa privada. Precisamos efetivar as contratações, mas os Estados já não tem mais o valor necessário para realizar essas contratações e suprir a falta de funcionários para a segurança pública. E se continuar assim, cada vez mais a população vai estar com deficiência em atendimento de segurança pública, saúde, e outros setores”.

A intervenção militar no Rio de Janeiro, foi tema de debate durante o programa, “ acaba atingindo o brasileiro e o profissional da segurança pública, ontem faleceu o 38º PM no Rio de Janeiro, a intervenção que poderia ser uma das soluções para frear a violência, acabou sendo muito midiática, política e sem considerar algumas ações que deveriam ser essenciais. Primeiro de se ouvir as autoridades diretamente envolvidas, e estas foram solenemente ignoradas pelo governo Federal. Pasme você que nem o comandante do exército sabia dessa intervenção, só foi considerado no final para fazer a execução da intervenção. É importante a participação das forças armadas, mas elas tem que ser feitas com planejamento, conhecimento, o porquê de estar acontecendo, e não só fazer as atividades de segurança com o que está acontecendo. A população brasileira e do Rio de Janeiro ainda vão sentir muita falta do governo nas ações necessárias”.

Sobre as eleições 2018, Coronel David (PSL), aponta que “ O nosso presidente regional é um produtor rural de Dourados, Rodolfo Nogueira, e nós estamos como secretário geral do partido, estamos nos organizando em mais de 40 municípios de Mato Grosso do Sul, o Partido Nacional Liberal, ele estava suspenso por falta de prestações de contas. Tivemos um prazo curto para vencer essas questões com a justiça, e graças a Deus organizamos o partido para que possamos apresentar nomes nas eleições de outubro. Temos a Soraya que tem uma grande militância nos grupos de rua, participou ativamente no impeachment da presidente Dilma, temos o Dr Rudemberg que é um diplomata de carreira do Itamaraty que é Campo Grandense, e temos também o vereador Jeovanni Vieira, que é presidente da União das Câmaras de Vereadores que são pretendentes a candidatos ao Senado. Mas temos que ver ainda se teremos condições para candidatos próprios e se tivermos poderemos indicar até três candidatos. Estamos vendo a situação do Estado para poder verificar as coligações ou as candidaturas. Partido que não apresenta candidato ele acaba não participando efetivamente do pleito eleitoral e da política, temos que ter o compromisso de ajudar na pré-candidatura, candidatura do presidente Jair Bolsonaro, e podermos eleger algum senador ou senadora e deputados estaduais. O Bolsonaro tem uma ligação muito estreita com o Mato Grosso do Sul, a sua carreira inicial do exército foi em Nioaque, conhece a problemática de segurança da fronteira, sendo um dos assuntos que ele mais toca quando é abordado. Quando ele veio a Dourados, o levamos para conhecer o DOF, (departamento de operação de fronteira), onde vem sendo realizado as grandes operações de apreensão de drogas. Mas isso ainda não é suficiente, precisamos da participação do governo federal para diminuir esse tráfico de drogas”, conclui.

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