Qualquer que seja a ocasião, o presidente Michel Temer aproveita o tempo para falar de um assunto que considera essencial para o Brasil: a reforma da Previdência. Mesmo durante evento, nesta quarta-feira (21), que tratava da liberação de recursos para obras de saneamento no Paraná, Temer voltou a tocar no assunto e mais uma vez cobrou apoio do Congresso Nacional.

“Salvar a Previdência é salvar o país, salvar o Brasil. Por isso eu quero aproveitar a presença dos nossos deputados Federais para dizer que neste mês de janeiro vamos continuar esclarecendo as questões da Previdência. Uma obra que jamais esteve enterrada, sempre esteve à amostra, sempre esteve na superfície, para que nós possamos levá-la adiante.”

A previsão é de que o texto seja votado no dia 19 de fevereiro de 2018. Ferrenho defensor da reforma, o deputado Federal Darcísio Perondi (PMDB-RS) afirma que o governo vai aproveitar o recesso para tentar conquistar votos de parlamentares indecisos.

“Os votos nós teremos em fevereiro. Temos 60 dias para trabalhar. A cada dia a população está sabendo que não muda para o idoso, não muda para o agricultor, não muda para o baixo salário. Essa reforma vai pegar o privilégio, os altos salários do serviço público.”.

Para a matéria ser aprovada na Câmara e seguir para discussão no Senado, é necessário que, pelo menos 308 deputados votem a favor do texto. Um dos principais pontos da reforma determina que as mulheres se aposentem com uma idade mínima de 62 anos e os homens com 65. O tempo de contribuição é de 15 anos para contribuintes do INSS.

Servidores públicos terão um tempo de contribuição diferente: 25 anos. As aposentadorias rurais e o Benefício da Prestação Continuada (BPC) não terão suas regras alteradas.

Reportagem, Marquezan Araújo.