População de Terenos comemorou 66º aniversário de emancipação esperando mais de seus administradores

A população do município de Terenos, cidade mais próxima de Campo Grande – menos de 15 km – comemorou na última sexta-feira, 9 de maio, o 66º aniversário de emancipação político-administrativa do município com expectativa de que os administradores terenenses possam oferecer mais em termos de obras e serviços públicos à coletividade.

Os terenenses são do entendimento que no momento em que o município recebe cumprimentos da sociedade por mais um ano de independência política, o foco da administração municipal deveria ser única e exclusivamente as pessoas e o seu bem-estar, uma vez que não existe município sem a população.

Para a comunidade trabalhadora de Terenos, da cidade e do campo, é preciso haver um olhar voltado para as pessoas, de tal sorte que a máquina pública exista para servi-las proporcionando-lhes serviços essenciais como saúde de qualidade, educação de excelência, opções de esporte, lazer e entretenimento, entre outras.

Há que se ter, também, um olhar todo especial aos servidores públicos do município, porque quando os integrantes da classe do funcionalismo são respeitados, a categoria como um todo se sente valorizada e já foi provado por mais de vez que quando o funcionário público se sente valorizado ele sente prazer em servir e serve bem a população como um todo.

HISTÓRIA – A ocupação da área que hoje constitui a Cidade de Terenos, até então habitada pela tribo indígena do mesmo nome, deu-se com a implantação da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil que, em data de 6 de setembro de 1914, inaugurou a estação ferroviária e telegráfica, do mesmo nome, não se prevendo, entretanto, que ali seria a sede de um próspero município.

A partir de 15 de julho de 1920, a colonização ficou a cargo da Sociedade Territorial Sul Brasileira–H. Hacker & Cia., empresa alemã que tinha por finalidade introduzir e localizar imigrantes na região. Infelizmente esta colonizadora conseguiu localizar apenas uma família austríaca, chefiada por Gustavo Pelz, procedente do Estado do Paraná.

Em 8 de maio de 1924, foi instalada pelo Governo do Estado, em convênio com a municipalidade de Campo Grande, a Colônia Agrícola de Terenos (atualmente Colônia Velha). Esta Colônia tinha a finalidade de assentar em seus respectivos lotes famílias de agricultores, as quais recebiam uma casa de madeira coberta de telhas, ferramentas agrícolas e auxílio de manutenção por dois anos.

Dada à excelente qualidade de suas terras e o real interesse dos seus dirigentes, a Colônia em dois anos havia alcançado pleno êxito, com uma população de 454 pessoas e uma área cultivada de 381 hectares. Convêm frisar que a grande maioria dos colonos era de origem europeia.

Posteriormente nova área, contígua à anterior, foi loteada pela Prefeitura de Campo grande, com a denominação de “Colônia Nova”. Na região de Salobra, pessoas de origem nipônica organizaram a “Colônia de Salobra”, onde foram localizadas 18 famílias japonesas que se dedicaram a cultura de cerais e café.

A localidade foi elevada à categoria de município com a denominação de Terenos, pela Lei Estadual nº 674, de 11 de dezembro de 1953, desmembrada de Campo Grande e instalada em 10 de janeiro de 1954.

Embora tenha sido emancipado há 66 anos, a ser completos em 11 de dezembro próximo, o município comemora aniversário no dia 8 de maio, data da instalação da Colônia Agrícola de Terenos, fato ocorrido há 95 anos.

A palavra Terenos é topônimo provindo da tribo indígena Terenos ou Terenas – o mesmo que Gaturamo-rei – ave de família dos Tanagrídeos, também chamado “Bonito”.

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