PTB deve lançar candidato próprio à Prefeitura da Capital, garante Delcídio

A “Bronca do Eli” é de segunda a sexta-feira, às 8h, na Rádio Segredo FM 106,3, Campo Grande, e Rádio Diamante FM 98,7, nos municípios de Corguinho e Rochedo.

Com data certa, 21 de setembro, para assumir a presidência regional do PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, o ex-senador Delcídio do Amaral garantiu que a intenção é lançar um nome próprio na disputa à prefeitura da Capital, no ano que vem. “Em Campo Grande a intenção é lançar um candidato do PTB à prefeitura. Ainda, não escolhemos. Mas, com certeza, o PTB vai sair dessa eleição de 2020, muito maior que quando entrou. Isso não tem dúvida”, afirmou ele durante entrevista dada, nesta segunda-feira (9), ao programa “Bronca do Eli”.

Oficialmente filiado ao PTB desde agosto de 2019, Delcídio disse que pretende movimentar o cenário político estadual trazendo nomes que já fizeram história na política regional. “Já estamos conversando sobre chapas de vereadores, surpreendentemente, o PTB tinha gente distribuída em todo o Estado. Gente com alta representatividade, mas que estava fora da política e, agora, quer voltar, se candidatar”.

Moacir Kohl está dentro desta lista do ex-senador. “Kohl é uma eleição ganha, porque tem uma bela trajetória. Pode, alternativamente, sair a Rosely, esposa dele, que é muito forte, uma pessoa atuante. Mas, ele em si tem muita experiência de gestão”, pontuou e, ainda, complementou, “Ele é o nosso coordenador regional, estamos montando chapas em Rio Verde, Sonora, Pedro Gomes, todos os municípios em que sempre tivemos uma presença marcante. Coxim, por exemplo, é uma cidade em que pontes, casas, praças, universidade, tudo teve uma contribuição minha”.

Com carta branca para decidir os rumos do PTB dentro de Mato Grosso do Sul, Delcídio afirmou estar de volta à política, sobretudo de consciência limpa, principalmente, com a recente vitória dentro dos trâmites judiciais perante o caso em que foi cassado, ano de 2016, acusado por quebra de decoro. “Um momento em que simplesmente me acusaram de obstrução de justiça, eu fiquei preso 85 dias e desde o início eu sempre disse que era inocente e o tempo mostrou isso. Eu fui inocentado em primeira instancia em Brasília, local onde o meu processo correu. E, agora, definitivamente em segunda instância, transitado e julgado”.

Além da retomada da vida política, Delcídio pretende entrar com um processo por danos morais, por toda a exposição e desgaste dado a ele e a sua família e, por fim, reverter o dinheiro a caridade. “Já tomei todos os passos nesse sentido. E, tudo o que eu vir a ganhar, vou doar para instituições de caridade de Mato Grosso do Sul para que pelo menos pessoas se beneficiem de todo o sofrimento que eu passei, foram 3 anos e oito meses”.

Um caso que ele tem uma definição clara. “O meu caso é uma aberração jurídica completa. No momento em que forçaram a barra para criar um fato forte e com isso trazer desdobramento políticos que acabaram acontecendo. Quando você cria esse clima que passou a existir no Brasil, onde você inventa uma tese e depois tenta provar essa tese a todo custo, os transtornos que isso trás. Nietzsche, na Alemanha, falava que o inimigo da verdade não é a mentira, é a convicção”, argumentou.

Convicções essas que cria um clima de insegurança política, econômica e social. “No Brasil, lamentavelmente, alguns transformaram mentiras em convicções e, agora, os fatos estão demonstrando isso, claramente, com tudo aquilo que a gente acompanha com vocês [jornalistas] na mídia”.

Entretanto, o ex-senador deixa claro ter uma boa percepção de tudo o que vem acontecendo e, que todo o percalço vivido ajudou a querer retornar a vida pública. Considerado o senador de mais trouxe recursos para o Mato Grosso do Sul, Delcídio acredita que pode contribuir e muito no desenvolvimento regional. “ Foram 2 bilhões [emendas] nesses 13 anos que trabalhei no Senado, ou seja, uma média absurdamente grande de dinheiro aplicado no MS”.

“Andando pelo Estado as pessoas reconhecem o meu trabalho, deixei um legado indiscutível. Tem obra minha que está sendo inaugurada agora e isso porque eu estou a quatro anos fora do jogo e, ainda, emendas que estão em processamento”, revelou.

Sobre os projetos futuros dentro da política regional, Delcídio não descarta alianças. “O PTB, hoje, é comandado, no Mato Grosso do Sul, pelo deputado estadual Neno Razuk. Estamos em um processo de articulação em todas as regiões do Estado, nós vamos filiar pessoas importantes em todas elas. Teremos candidatos sim, onde for possível, e onde não for, vamos fazer coligações”, explicou.

Questionado quanto à política estadual, Delcídio avaliou que há certo distanciamento da população. “A gente percebe que o Mato Grosso do Sul está um pouco parado, engessado. Falta ousadia. Acredito que, também, está faltando política, ou seja, discutir questões importantes. Se, hoje, você faz uma reunião política, percebe que está tudo muito igual, fechado, hegemonizado através de alguns poucos partidos políticos e o povo sem muita voz. Então, é um misto de esperança e de decepção com todo esse marasmo que a gente tem”.

Já sobre o governo Federal, ele acredita que não se deve perder tempo e priorizar a economia.  “Com relação ao governo federal, vejo oito meses de gestão e muitos desencontros. Todo governo novo é um pouco assim e temos que entender isso também. Porém, estão perdendo energia em debates que não são importantes para o País e, agora, a economia tem que rodar”.

Serviço: Em Mato Grosso do Sul, a solenidade de posse da nova direção do PTB será no dia 21 de setembro, sábado, na Câmara Municipal de Campo Grande, a partir das 9h.

Texto: Aline Lira – Grupo Impacto MS

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