Samu tem média de 89 acionamentos por dia na Capital

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tem média de 89 acionamentos por dia, com número reduzido de ambulâncias para realizar o atendimento a população da Capital. Conforme relatório do Ministério Público Estadual (MPE), que investiga a atual situação da Saúde Pública, os socorristas dispõem apenas de duas ambulâncias básicas e uma de intervenção rápida, que não leva pacientes, e duas motos, sem nenhum veículo avançado, para atender a demanda de 35.948 ligações por mês em Campo Grande. Ao todo são atendidos, 2.690 ocorrências dentre os telefonemas recebidos pela central, onde há a necessidade de deslocamento.

Três viaturas do SAMU avançadas estão em oficinas, sem previsão de liberação, o que dificulta ainda mais a solução da situação. No total são 10 ambulâncias básicas habilitadas e qualificadas, financiadas pelo Ministério da Saúde, Estado e Município. Dessas dez, oito encontram-se paradas para conserto, sendo que, no mês de junho, apenas 5 básicas estavam integrando a frota ativa.

Com uso intenso para atender a demanda da saúde pública na Capital, cada unidade roda cerca de seis mil quilômetros por mês, aumentando a necessidade de constante manutenção, uma vez que o tempo de uso de cada veículo é aproximadamente cinco anos. Para minimizar o problema, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) transferiu o transporte de pacientes de postos de saúde para unidades hospitalares, que antes era feito pelo Samu, para uma ambulância básica cedida pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), com apoio do Corpo de Bombeiros.

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