A saga da Santa Casa continua, entre todas as polêmicas que rodeiam o hospital, uma investigação realizada pelo Ministério Público do Estado (MPMS), aponta a gravidade do caso e o risco aos pacientes atendidos no local. Sem plano contra incêndio e pânico aprovado pelo Corpo de Bombeiros, a Santa Casa de Campo Grande funciona sem alvará há, pelo menos, cinco anos. O problema é antigo e nunca foi efetivamente solucionado pela diretoria da Associação Beneficente (ABCG), que administra o hospital, mesmo após inúmeras vistorias, notificações e aplicação de multas.

A entidade que mantém a Santa Casa de Campo Grande, é notificada pelo Corpo de Bombeiros para regularizar a situação desde 2013, quando foi apontada necessidade de implantação de medidas de segurança e sistema preventivo de combate a incêndio, pânico e outros riscos, além do certificado de vistoria da corporação para o funcionamento do local.

A última notificação realizada  foi em setembro de 2017, quando o Corpo de Bombeiros emitiu auto de infração inclusive com medida punitiva de pagamento de 250 Uferms (Unidade Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul), que na época tinha valor estabelecido em R$ 23,93 – ou seja, total de R$ 5.982,50.