Seminário e Audiência Pública debatem meios de combater violência contra crianças e adolescentes

O I Seminário e Audiência Pública de enfrentamento às violências contra crianças e adolescentes, de proposição do vereador Sergio Nogueira (PSDB), discutiu, nesta terça-feira (14), sobre o ‘Maio Laranja’ e as políticas públicas voltadas à proteção dos menores em situação de vulnerabilidade.

Conforme dados apresentados durante os eventos, a cada 11 minutos uma criança é abusada no Brasil, sendo que 69% dos casos acontecem dentro da família e apenas 2% são denunciados. Ainda foi apontado que Mato Grosso do Sul lidera o ranking de estupros no país. 

“A violação dos direitos da criança e do adolescente é um fenômeno complexo, que envolve desde o abandono, negligência, conflitos familiares, convivência com pessoas que fazem uso abusivo de álcool e outras drogas, além de todas as formas de violência física, sexual e psicológica”, comentou Margareth Soares, coordenadora do Comcex (Comitê Municipal de Enfrentamento da Violência e de Defesa dos Direitos Sexuais de Crianças e Adolescentes).

 “Observa-se que este tipo de violação infanto-juvenil encontra-se em todas as classes e em todos os grupos sociais, atingindo meninos, meninas, crianças e adolescentes. Tudo isso implica no abuso de poder do adulto, através da dominação e exploração sobre a vítima. Sendo que a maioria dos abusos ocorre dentro do contexto familiar, sendo o abusador uma pessoa de confiança, com vínculos afetivos significativos”, completou o coordenadora, que apresentou o Plano Municipal de Enfrentamento à Violência Sexual com Crianças e Adolescentes. 

O vereador Sérgio Nogueira exaltou as discussões realizadas, lembrando a importância de dedicar-se a combater este abuso. “Infelizmente esta ações tem destruído a vida de milhares de crianças, destruindo por completo. O Maio Laranja tem como incentivo de levar a criança a descobrir que elas podem denunciar e os familiares e comunidade também, ao entender que alguém está cometendo ato da violência, do abuso sexual podem utilizar o Disque 100”, enfatizou.

Durante a audiência pública, a psicanalista Viviane Machado de Melo Vazes ressaltou a prevenção ao abuso sexual, o cuidado de vítimas de violência sexual e prostituição, cibercultura – o que a dependência da internet tem causado nas famílias e ainda, os sinais. “O abusador se aproveita do fato da criança ter sua sexualidade despertada para consolidar a situação de acobertamento. A criança se sente culpada por sentir prazer e isso é usado pelo abusador para conseguir o seu consentimento”.

Conforme a palestrante, há sinais como, por exemplo, de sequelas físicas – marcas, dores, DST; sexualização exacerbada; dependência química; distúrbios no sono e/ou apetite; comportamento regredido; dificuldades nas atividades escolares; alteração no controle de materiais fecais; sentimento de estar suja; cobrir excessivamente o corpo; mudanças emocionais bruscas; dificuldade de ligação afetiva e amorosa; baixa autoestima; autoimagem  distorcida; choro sem motivo aparente; intenção de suicídio; condutas agressivas.

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