Com objetivo de discutir, ampliar e inovar o trabalho que vem sendo desenvolvido no âmbito da música acontece o projeto “MS Música 2020 – Preparando o Cenário Musical do Mato Grosso do Sul para a próxima década” de 4 a 14 de abril no Museu da Imagem e do Som (MIS), sempre às 19h, com entrada gratuita. O evento conta com recursos do Fundo de Investimentos Culturais (FIC) do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

Nos dias 4, 5 e 6 de abril acontece o ciclo palestras “Cenário Musical Nacional”, “Brasilidade e o Cenário Internacional” e “Fortalecendo o Cenário Musical Local” com Paulo André Pires que é empresário, produtor, manager de turnês, criador do Festival Abril Pro Rock que acontece há 26 anos em Recife (PE), produziu, e ainda produz artistas como Chico Science & Nação Zumbi, Cabruêra, DJ Dolores, Nação Zumbi, Siba e a Fuloresta, Cascabulho, entre outros. Coprodutor do Porto Musical, conferência internacional de música e tecnologia desde 2005 em parceria com a Womex – World Music Expo e é Fundador e ex-presidente da FBA, festivais brasileiros associados, Sócio da Astronave Inciativas Cultural e Curador do projeto Pixinguinha entre outras atuações na área musical.

Na semana seguinte, nos dias 10 e 14, acontece a Oficina de composição musical com Rodrigo Faleiros, produtor musical, formado em Música pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), maestro da Orquestra Sinfônica de Campo Grande.

Já nos dias 12 e 13 a oficina é de Composição de Letra de Música com Carlos Rennó, letrista de música popular, produtor artístico e jornalista. Os primeiros parceiros mais importantes de Rennó foram Tetê Espíndola e Arrigo Barnabé, na fase da vanguarda paulistana, no início dos anos 80.

Na voz de Tetê, a sua “Escrito Nas Estrelas”, composta com Arnaldo Black, venceu o Festival dos Festivais, da Rede Globo, em 1985. Desde o fim da década de 90, seu parceiro mais regular tem sido Lenine, com quem criou “Todas Elas Juntas Num Só Ser”, prêmio Tim de “Canção do Ano” em 2005, mas Rennó tem também músicas com Pedro Luís, Lokua Kanza, Chico César, Paulinho Moska, Zé Miguel Wisnik, João Bosco, Gilberto Gil e Rita Lee, entre dezenas de outros.

Segundo o idealizador do projeto Demetrius Hernandes, o projeto MS MUSICA 2020 é a primeira fase de um plano maior, que é exportar a música produzida no Mato Grosso do Sul para fora do Estado e também internacionalmente. “Para que isso aconteça é necessário criar diversas ações e eventos, tais como festivais de música com o objetivo que vai além do entretenimento, oficinas de capacitação artística e técnica, palestras com nomes de relevância nacional na área de gestão de carreira e music business”, destaca Hernandes.

Para a coordenadora do MIS, Marinete Pinheiro, o evento deve fortalecer não só a música em MAto Grosso do Sul, mas também das demais áreas, pois sua interação é inevitável. “A música é dinâmica, está no cinema, no teatro e nas demais áreas de expressão artística por isso convidamos a todos a participarem deste importante projeto de formação e interação musical”.